Diz que os portugueses nunca tiveram tanto dinheiro em depósitos a prazo como agora. Apesar dessa coisa da crise, ou lá o que é. Serão, ao todo, 183.2 mil milhões de euros. É muita massa. No entanto, para quem usa esse mecanismo de poupança, o ganho não é significativo. Assim numas contas rápidas e básicas digamos que a remuneração média será de 2.5% ao ano. O que se traduzirá em 4.58 mil milhões em juros pagos pelos bancos aos depositantes dos quais o Estado vai sacar 1.29 mil milhões de euros. Um terço, quase. Ora atendendo a que, depois do saque fiscal, a taxa de juro líquida cifra-se em 1.8% e a inflação anda pelos 3.5% está-se mesmo a ver quem é que ganha com este negócio. A banca e o Estado, que nem um nem outro estão cá para perderem. Ou, como dizia a minha avó, junta-se a fome com a vontade de comer. E, estes dois, comem que se fartam. Mas, como quem o alimenta não reclama, deve estar tudo bem. Desconfio, até, que para os invejosos do costume se calhar ainda podiam taxar mais, que isto há desgraçados para tudo.
Vá lá. Consegui escrever este texto sem usar a palavra roubo, que é a primeira que me ocorre quando penso no IRS, mas não quero ofender os profissionais do gamanço que, perante tal apropriação do dinheiro alheio, não passam de reles amadores na arte se surripiar o graveto ao próximo.
Estas contas nunca me tinha ocorrido ... e lá está, nunca reclamamos e está mesmo tudo muito bem, para a banca e o Estado
ResponderEliminarAi povinho tão "come e cala"!
Beijinhos
Feliz Dia
Concordando, não diria melhor. Para além de tudo, tudo feito às claras, em qualquer hora do dia, e dentro da legalidade, isto é, dentro das leis que os próprios fazem aprovar.
ResponderEliminarQuem ganha com a inflação e a alta dos juros são os bancos e o governo. À nossa custa, claro. Que nós só pagamos os lucros e os cofres cheios deles.
ResponderEliminarCumprimentos
E o Estado, que até é dono de um banco, come a dois carris!
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