segunda-feira, 11 de março de 2024

O (res)caldo eleitoral

Uns mais do que outros, mas todos terão motivos para festejar o resultado eleitoral. É, no fundo, a velha tese do PCP a fazer escola. O que, logo por aí, constituirá um bom motivo para os comunistas, apesar de serem o novo partido do táxi, cantarem vitória.


O Partido Socialista pode igualmente dar-se por satisfeito por perder por poucos. Os mais optimistas da equipa podem mesmo alegar que se os golos fora ainda contassem aquele resultado até dava para passar a eliminatória.


Iniciativa Liberal, Bloco de Esquerda e PAN também tiveram motivos para festejos. Cumpriram os objectivos mínimos e, mesmo que à rasca, conseguiram a manutenção. Ainda não é desta que descem de divisão.


O Chega e o Livre foram as sensações do campeonato eleitoral. Multiplicar por quatro o número de deputados é razão mais do que suficiente para ir ao Marquês. Fazem-me lembrar o Sporting. É melhor aproveitarem agora porque se calhar outra igual só daqui por dezoito anos.


Finalmente a Aliança Democrática. Ganhou por poucochinho. Isto, claro, se o adversário não marcar no prolongamento. E não, as semelhanças com o Benfica não se ficam por aqui. Está mais que visto que isto de ir buscar craques em fim de carreira nem sempre contribui para um bom desempenho da equipa e que deixar os adversários chegar primeiro à bola raramente leva à vitória. A menos que, como foi o caso, a equipa contrária faça auto-golos até dizer chega.

9 comentários:

  1. Muito bem esgalhado. Especialmente a parte de "deixar os adversários chegar primeiro à bola raramente leva à vitória" .

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  2. Manuel da Rocha7:53 p.m.

    A CDU perdeu 2 deputados, temi ser muito pior, pois o Chega teve 7000000 de horas (soma dos 10 canais) para cada hora da CDU.
    Mas, o mais interessante foi voltar a ver André Ventura a imitar um certo tipo de bigodinho, que em 1925 fez discursos idênticos, tendo chegado ao poder, em 1933, perdendo o parlamento e engolindo o PSD alemão, naquilo que ficou conhecido como "Faqueiros nas costas", numa coligação em que a maioria dos líderes foram executados (desapareceram, só 17 anos depois se soube que tinham sido executados, depois da derrota alemã), logo após as novas eleições, deixando o governo a sua primeira lei: Só vota quem pagar 5 marks, mensais, ao NSDAP (partido nazi, de quem o Chega tem plagiado discursos e acusações). Quem não pagava, deixou de poder votar. Assim, conseguiram 89% dos votos, em 1937. Tomaram posse e 10 dias depois, invadiram a Polónia. Acho engraçado nenhum jornalista analisar a lista de 48 eleitos. É que 44 deles tem condenações ligadas a burlas e fraudes, as mesmas que o líder afirma ir acabar. Será mesmo que querem acabar ou só andam a enganar os paspalhos que neles votam, para continuar a plagiar o partido nazi (Chega também é conhecido por roubar projectos de outros partidos (foram 63 em 3 anos) e apresentar como sendo seus) e fazer o mesmo cá em Portugal, eliminando a liderança do PSD e tomando posse da sua liderança? (André Ventura também já prometeu isso, quando exigiu a demissão de Montenegro, se tivessem maioria e não desse 6 ministérios, e 63 secretarias de estado, ao Chega, no novo governo).

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  3. Muito bom o que escreveste:)))))
    Beijocas e um bom dia

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  4. Há que jogar na antecipação...

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  5. Dão demasiada importância ao Ventura... e depois admiram-se dos resultados!

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  6. Alvaro Guerreiro7:47 p.m.

    O homem já morreu há 80 anos e mais matou o Zé dos Bigodes e o Mau Tsé Tung, isto já é passado e distante, mas deixaram herdeiros. Um deles é o PCP que lhe devia ter herdado as ceroilas e que me parece ser o Raimundo, mas são grades pois tem de as atar no cocuruto o que lhe tapa a visão e o obriga a andar ás apalpadelas aos quartos traseiros das e dos camaradas.

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