terça-feira, 30 de novembro de 2021

Agricultura da crise

IMG_20211127_172111.jpg


Estão feitas as primeiras sementeiras e plantações de inverno. Dali brotarão, nomeadamente, vegetais. Espera-se. Se sair outra cena qualquer será, para além de assaz estranho, motivo para equacionar a ocorrência de um fenómeno de difícil explicação. Coisa que, de resto, caracteriza quase todos os fenómenos. Se isso acontecer a culpa terá de ser imputada ao gajo que me vendeu as sementes. Ou, até mesmo, a essas multinacionais do grande capital que, alegadamente, andarão a fazer umas manigâncias quaisquer com as sementes. Por mim, desde que vejo ervilhas cor-de-rosa, já acredito em tudo.

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Não gostam do deserto...preferem a selva!

Diz que o programa engendrado pelo governo para atrair novos moradores para o interior não teve procura. Nem um, ao que parece. Pouco me admira. Nem, a bem dizer, acho que tal programa faça sentido. Eles que fiquem lá pelo litoral e venham cá só ao fim de semana deixar os euros. Somos todos muito mais felizes assim. Até porque, quando se junta por aqui muita dessa malta, sou o primeiro a achar que ainda não existe desertificação suficiente.


Se o governo pretende povoar o interior – e não estou convencido que queira – podia, em primeiro lugar, tentar manter os que cá vivem. Nomeadamente através de uma fiscalidade mais favorável para cidadãos e empresas. Caso as taxas de IRS e IRC, para sempre e para todos, fossem metade ou um terço do que se paga no litoral era capaz de haver que colocasse a hipótese de vir viver para cá ou, os que cá estão, não abalarem. Como há tão pouca gente, o impacto fiscal seguramente não seria de grande relevância.


Depois uma política de imigração à séria. Que traga para cá muita gente. Nomeadamente daquela cheia de dinheiro e da outra que o quer ganhar a trabalhar. Mas isso, está quieto. Nenhum desses interessa. O que interessa trazer é malta para viver do subsidio e que, também ela, fica no litoral.

domingo, 28 de novembro de 2021

Deixem-se de pieguices, sejam resilientes

O que têm em comum Marta Temido e Passos Coelho? Pouca coisa, aparentemente. A não ser a capacidade de irritar, cada um deles, uma parte significativa dos portugueses.


Ainda me lembro do tempo em que Passos Coelho sugeriu aos portugueses que procurassem trabalho noutro lado. Que emigrassem, já que por cá não encontravam o emprego e a remuneração que pretendiam. A sugestão provocou um verdadeiro escândalo – um rasgar de vestes, diria – entre uma certa esquerda que, por acaso, até mostra um especial carinho pela mobilidade humana e nutre uma indisfarçável simpatia pelos movimentos migratórios em direcção a ocidente de gente que, garantem, apenas pretende uma vida melhor. Pessoas que, no fundo, seguem os conselhos dos “Passos” do respectivo país. Nada que a mim, habituado desde pequeno a apreciar a coerência da esquerda, me surpreenda por aí além.


Marta Temido, um dia destes, sugeriu o contrário do então primeiro-ministro. Criticou quem procura um ordenado melhor e sugeriu até que o SNS devia recrutar pessoas que se contentem em ganhar menos do que aquilo que, muito legitimamente, podem auferir noutro lado. Da canhota – sinistra, como dizem os italianos e eles lá saberão porquê – nem um pio. Nem admira. Eles gostam é de salários mínimos. Preferem um país onde todos ganhem e vivam de acordo com aquilo que o Estado determinar.


São dois conceitos de sociedade diametralmente opostos. Os portugueses, parece inequívoco, revêem-se maioritariamente no modelo defendido pela doutora Temido. Em resultado disso seremos, não tarda, o país mais pobre da União Europeia. Mas, ao menos, poderemos dizer todos ufanos que somos pobretes mas resilientes.

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

É preciso ter lata!

IMG_20211124_191547.jpg


Esta coisa da luta climática, da protecção do  planeta, do combate ao desperdício e de outras causas aparentadas faz-me espécie. Percebo que se encerre uma central a carvão e se opte por comprar electricidade produzida noutra central a carvão se esta última estiver lá longe. Também compreendo que o preço dos combustíveis tenha de reflectir o seu impacto no ambiente enquanto, ao mesmo tempo, se admite que uma viagem de avião de Lisboa para outra capital europeia custe quinze ou vinte euros. Mais ou menos o mesmo do que um bilhete de autocarro entre Estremoz e Lisboa. Deve ser porque os “aeroplanos” de agora são muito económicos. Ou desengatam nas descidas, se calhar. Até o fim dos sacos, das palhinhas e dos talheres de plástico não se me afigura de todo desapropriado. Tratei atempadamente de constituir um stock apreciável destes itens que me permitirá continuar a usufruir deles durante muito tempo.


O que verdadeiramente me aborrece é o tamanho desmesurado das embalagens face ao conteúdo das mesmas. Um gajo compra uma “lata” de não sei quê e vai daí aquilo vem meio. Agora imagine-se isto em milhões de latas. Um atentado à mãe-natureza e um esbanjamento inqualificável dos recursos do planeta, é o que é. Está mal, pá. Isto, digo eu, é coisa para roubar a infância a qualquer catraio. Até eu me sinto roubado!

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Deixem o desgraçado em paz, pá!

IMG_20211122_202835.jpg


 


Serei dos poucos portugueses que não dizem do ex-banqueiro Rendeiro aquilo que Maomé não diz do toucinho. Nem, sequer, ainda disse ou escrevi umas pretensas graçolas mais ou menos jocosas acerca do seu rocambolesco sumiço. Nem pretendo fazê-lo. O homem, coitado, não merece. Pode, até, ter praticado umas quantas patifarias, ludibriado uma quantidade apreciável de gente e levado a efeito um determinado número de manigâncias. Os tribunais, diz, já terão concluído que sim pelo menos relativamente a umas tantas dessas proezas.


Não é que nutra qualquer estima ou apreço pela criatura. Mas, convenhamos, o agora fugitivo à justiça e auto candidato a indulto presidencial também foi bem enganado. Isto a ser verdade aquilo que as tv´s um destes dias nos mostraram. O que aparece na imagem acima será, ao que noticiaram, um quadro. Tratar-se-á de uma pintura – uma obra de arte, alegam - de um artista qualquer que o tal Rendeiro terá adquirido por umas centenas de milhares de euros. Nem é preciso ser crítico de arte para topar que o senhor foi burlado. Aquilo toda a gente vê logo que são uns rabiscos manhosos, feitos por um espertalhão qualquer, para sacar graveto aos desgraçados que querem parecer cultos. E se aquele é assim o que serão os outros. Não admira pois que a Maria não saiba onde os pôs. A mim acontece-me o mesmo. Nunca me lembro onde arrumo a tralha.

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

O vento não foi, certamente...

IMG_20211122_084644.jpg


Ao que dei conta a noite passada não terá sido particularmente ventosa ao ponto de derrubar o quer que seja nem, aqui pelas redondezas, os meliantes se dedicam a práticas que envolvam um esforço físico significativo. Daí que o facto de o contentor do lixo estar de pantanas esta manhã se deverá a um qualquer acidente envolvendo, provavelmente, algum dos muitos “recicladores” que por aí cirandam. Aquilo é malta que revolve tudo. Inclusivamente chegam a meter-se lá dentro à procura de algo que, para eles, tenha algum valor. Não é que condene a prática mas, ao menos, podiam arrumar tudo outra vez. Tempo para isso é coisa que não lhes deve faltar.

domingo, 21 de novembro de 2021

Baixar os impostos aos que não pagam impostos é que era uma grande ideia...

IRS.jpg


Estamos naquela época do ano em que, por todo o país, os municípios fixam, dentre os cinco por cento que lhes pertencem, a parte do IRS que pretendem receber. Ou, vendo a coisa pelo lado mais prático, a percentagem do referido imposto de que abdicam a favor dos respectivos munícipes. Significa isso que o nosso rendimento é tributado consoante a vontade da autarquia a que pertencemos. Que é como quem diz, dos autarcas que elegemos.


Há muitos eleitos locais e fiscalistas de pacotilha que não concordam com este alivio fiscal. Estão, obviamente, no seu direito. Não devem é utilizar argumentos intelectualmente desonestos nem, depois, encher a boca em defesa de melhores salários ou passar o tempo a garantir que estão ao lado dos trabalhadores e do povo. Têm, reitero, todo o direito de achar que os impostos sobre os rendimentos estão bem como estão ou, até, deviam ser mais elevados. Assim de repente nada me ocorre que os impeça de defender isso mesmo. Ficava-lhes bem que o fizessem, em lugar de debitarem baboseiras acerca do nenhum beneficio que isso traz a quem não paga IRS. Seguindo esta lógica absolutamente parva, interrogo-me se também defendem a devolução dos dez cêntimos por litro de combustivel aos que não têm carro...

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Selvagens urbanos

IMG-20211118-WA0000.jpg


A canzoada está cada vez mais esquisita. Deve ser efeito da convivência cada vez mais intima com gente maluca que partilha casa e mais o que calha com os animais de estimação. Criaturas que, a bem dizer, vivem com os bichos e como os bichos. Deve ser por isso que, uns e outros, ostentam comportamentos cada vez mais estranhos. Os cães, por exemplo, cagam nos locais mais inusitados. A um deles deu-lhe para arrear o calhau no para-choques de um automóvel. Uma obra de arte, quase, que não escapou ao perspicaz olhar do repórter “Kruzes” no local nem, de certeza, passará despercebida ao azarado automobilista. Uma merda, isto de sermos obrigados a aturar pessoas que deviam viver na selva, é o que é. 

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

As piadas sobre os portugueses são tão giras, não são?

Um bocado parva aquela lei do governo que proíbe o contacto entre empregador e empregado - e vice versa, se calhar - para lá do horário de trabalho. Verdade que o tempo de descanso de cada um deve ser respeitado, mas chegar ao ponto de fazer uma lei nestes termos parece-me igualmente abusivo. É que, a continuar assim, um dia destes acordamos e temos todos os aspectos da nossa vida laboral e social regulamentados pelo governo. Desde o temos que podemos estar no wc até à obrigatoriedade de apanhar sol um período mínimo do dia.


Como seria de esperar esta proibição motivou a risota de muita gente além-fronteiras. E, como também não podia deixar de ser, levou a que fossem proferidos comentários jocosos acerca de Portugal e dos portugueses. Coisa que – vá lá saber-se porquê – deixou os tugas extremamente irritados. Sinceramente não vejo razão para tanta indignação com as piadolas dos estrangeiros a nosso respeito. É que eu ainda sou do tempo em que dizer graçolas acerca de alentejanos e da nossa alegada pouca apetência para o trabalho, constituía uma espécie de desporto nacional. Aceitar ser alvo de chacota era, até, visto como um sinal de inteligência e reclamar desses dichotes – como fiz em inúmeras ocasiões – um sintoma de ausência dela. E de sentido de humor também, esclareceram-me outros mais benevolentes com a minha azia em relação às anedotas de alentejanos.


Por isso, caros compatriotas, encaixem o gozo da estrangeirada. Sejam inteligentes, tenham sentido de humor e saibam rir de vós próprios. É, afinal, apenas colocar em prática aquilo que durante tantos anos aconselharam outros a fazer.

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Novos ricos, novas modas.

IMG_20211031_124639.jpg


 


Por acaso não. Tornar-me vegetariano foi coisa que nunca me ocorreu. Já tive, reconheço, muitas ideias parvas, mas equacionar a possibilidade de deixar de comer carne não está entre elas. Isto é mais uma cena que assiste a meninos mimados e a gente que da vida, como diria a minha avó, não sabe o que é peixe-agulha.


Quando leio ou ouço mensagens deste tipo recordo-me sempre de, em criança, apenas comer carne por altura da matança do porco ou frango aos domingos. E outros nem isso. Chegou-me esse tempo em que fui semi-vegetariano à força. Daí que nutra por gentinha desta estirpe um profundo desprezo. Eles que façam a alimentação que quiserem, mas não aborreçam. É que isto fazer opções, mesmo as mais idiotas, é sempre mais fácil de carteira cheia do que de barriga vazia.

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

E para limpar, não se mobilizam?

IMG_20211029_135406.jpg


Felizmente não é frequente o aparecimento de animais errantes aqui pelo bairro. Daqueles que os donos – tutores, na novilíngua dos malucos que mandam nisto tudo, agora são isso – abandonam à sua sorte quando deles se enfastiam. Mas basta aparecer um, seja cão ou gato, para o mulherio se mobilizar com o intuito de proporcionar o conforto possível ao bicho. O que, apesar de pouco conforme com normas, regulamentos e bom senso em geral, não me parece mal de todo. Há coisas piores. Até porque um animal a viver em condições desumanas devia-nos envergonhar a todos, como dizia um dias destes uma jornalistazeca da televisão.


Mas - isto há sempre um mas - as diligentes protectoras da bicharada deixada ao Deus dará podiam evidenciar um pouco mais o seu sentido cívico. Nomeadamente limpando a porcaria que os seus protegidos vão deixando na área circundante. Era bonito.

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Parcerias

Captura de ecrã de 2021-11-07 17-57-02.jpg


O turismo constitui um sector importantíssimo para o país. Convém, portanto, que recupere rapidamente. Será, de certeza, bom para todos. E, ao que se vê, os empresários do sector estão a apostar tudo e mais um par de botas na retoma. Ele são descontos, promoções e ofertas variadas. Tudo, está bem de ver, para conquistar mais clientes. Há até quem promova a oferta de outro parceiro aos hospedes. O que, assim de repente, não me parece mal. Nisto dos negócios as parcerias costumam contribuir para a dinamização dos mesmos. Principalmente quando satisfazem todos os parceiros.

domingo, 7 de novembro de 2021

Não há?! Não os procuram...

Captura de ecrã de 2021-11-07 17-03-44.png


Leio no semanário Sol desta semana que a pousada de Estremoz não reabre portas por escassez de mão de obra. Leio também, nos muitos comentários a esta noticia, que a culpa de não encontrarem pessoal para trabalhar terá a ver com os baixos salários praticados. Todos - não tenho motivo nenhum para pensar o contrário – terão razão. Há apenas um graozinho nesta engrenagem de causas e consequências que me está a atazanar. É que a autarquia cá da terra não teve problema nenhum em, nos últimos anos, recrutar mais de cem pessoas a ganhar o salário mínimo, nem nenhuma dessa centena de pessoas teve qualquer espécie de problema em aceitar um emprego a auferir a retribuição mínima. Das duas uma. Ou foram todos para a Câmara e agora não sobeja ninguém para trabalhar nas empresas, que é onde se produz a riqueza que permite pagar os vencimentos da função pública, ou, então, os donos daquela chafarica não estarão muito interessados em voltar à actividade. Aliás, se estivessem já teriam trazido brasileiros, asiáticos ou africanos. E só não digo europeus de leste, como faziam há vinte anos atrás, porque quase todos esses países já nos ultrapassaram em termos de riqueza.


Um dos comentários que li acerca desta noticia alguém sugeria que o município tomasse conta daquilo. Uma boa ideia, essa. Pelo menos candidatos a ir para lá de certeza que não iam faltar. E se assim fosse, a julgar por amostras públicas e visíveis, aquilo era coisa para gerar para aí uns duzentos empregos. Ou mais.

sábado, 6 de novembro de 2021

Miúfa da direita

Uma deputada afirmar em pleno debate parlamentar que todas as mulheres têm medo físico da direita, podia constituir apenas um pretexto para fazer uma quantidade de piadolas brejeiras de gosto duvidoso. Ou, no caso da família, recorrer a serviço medico especializado no sentido de, se ainda for a tempo, lhe recuperar a saúde. Tratando-se de uma destacada deputada da maioria que apoia o governo o caso suscita alguma inquietação. Não tanto pela declaração destrabelhada da senhora. A isso já estamos habituados. Mas, isso sim, pela “qualidade” das pessoas que decidem sobre as nossas vidas. Afirmações deste tipo dizem muito acerca do estado a que chegámos. Voltar a integra-la na lista de candidatos a deputados e, pior ainda, reelegê-la dirá também muito acerca de quem a candidatar e de quem contribuir para a sua reeleição.

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Apanhados do clima

Longe de mim pretender negar seja o que for em matéria de alterações climáticas. Apesar de, também entre os cientistas, isso não ser assunto consensual. Essas coisas eles é que estudaram, leram os livros e, portanto, eles que opinem. Mas lá que não gosto dos activistas dessas causas, isso não gosto. Nem, tão pouco, consigo aceitar como boas as ideias de criaturas que – maneira geral – têm mau aspecto, berram nas ruas, ameaçam partir tudo e reivindicam opções que nos levariam num ápice à miséria e à fome generalizada.


Desconheço se existe – muita gente afiança que sim – uma agenda oculta por detrás de todos estes movimentos alegadamente ambientalistas e de pessoas aparentemente preocupadas com o clima. Será, provavelmente, apenas uma teoria da conspiração, que é um peditório para o qual não dou. O certo é que à conta disso vão aparecendo novos impostos, vão sendo criadas proibições que até à alguns anos julgávamos impensáveis e vão-nos impingindo novos hábitos até agora apenas seguidos por meia-dúzia de malucos. Enquanto isso, por cá, generalizar o uso de painéis solares por parte do cidadão comum, transportes públicos de qualidade em todo o território ou plantação de árvores nas localidades – nomeadamente no Alentejo – é cena que não assiste a quem manda nem, sequer, a quem reivindica.

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Escavacar o mensageiro

IMG_20211031_124202.jpg


As noticias nos últimos tempos não têm sido as melhores. Para alguns, que isto o que é mau para uns não é necessariamente ruim para outros. O dono deste aparelho estará, quase de certeza, incluído no primeiro grupo. Mas, como sempre acontece, matar o mensageiro constitui uma má opção. Ainda que alguns mensageiros mereçam tal sorte. Mas isto sou eu a imaginar que o triste fim do televisor se deveu a uma súbita irritação do proprietário pela queda da geringonça, pelo golo que deu o empate ao Estoril ou outro acontecimento igualmente inesperado. Se foi isso tratou-se de uma tonteria. Só um tonto se surpreenderia com o desfecho de um ou do outro cenário.