segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Impostos bons e impostos maus

Isto do IRS enerva-me. Ouvir argumentos a defender a manutenção das elevadas taxas a que vencimentos miseráveis estão sujeitos, só para que outros ainda mais miseráveis não se sintam prejudicados, dá-me cabo dos nervos. De acordo com este ponto de vista nunca nenhum imposto pode baixar. Desde o ISP ao IVA. O primeiro porque o pobres não têm carro ou fazem menos viagens e o segundo porque os ricos compram mais e se o IVA baixasse tirariam daí mais beneficio. Um pouco, convenhamos, o argumentário daqueles que são contra a taxa plana do imposto sobre o rendimento.


É uma ideia interessante, essa, a de fazer justiça social através do IRS. Lamentavelmente parece ser o único imposto com queda para justiceiro. O IMI e o IMT são uns mariquinhas. Verdadeiros cobardes, até. Pior. Esquivam-se a ajudar os pobres de uma maneira perfeitamente ignóbil. Basta um gajo, coitado, cheio de boas intenções declarar que um pardieiro qualquer é, afinal, um chalé todo catita e cheio de pedigree, que aquela dupla de tributos deserta de imediato da guerra contra a pobreza e nunca mais ninguém o vê a lutar pela justiça social. Mas não faz mal. Quem precisa de estrupícios como o IMI e o IMT quando tem o IRS?

3 comentários:

  1. Amigo é sempre a mesma lenga-lenga habitual antes das eleições. Posto isto que tal cortarem tantas regalias aos partidos e seus comparsas?
    Não pago IMI porque nunca tive casa própria, já refilo e bem com os impostos sobre o único bem que tenho: o carro...e revalidação da carta, IUC e inspeção e fora a gasolina embora ande muito pouco com o carro. E o IRS! Os fulanos a que referes têm tudo isto de borla. Que raiva!!!!
    Abraços

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  2. Não poderia estar mais de acordo, Kruzes

    Beijinhos
    Feliz Dia

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  3. Nem me fales em impostos!

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