domingo, 29 de novembro de 2020

A desolação de sábado de manhã

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Desoladora. É o que me ocorre escrever acerca da imagem. Num sábado normal, às nove e picos, neste local quase não havia chão onde pôr os pés. Agora está assim. O que até torna irónica a medida de limitar a quinhentas pessoas a lotação máxima do espaço onde decorre o mercado. Que, diga-se, é a céu aberto e se estende por uma área que equivalerá, mais coisa menos coisa, a dois campos de futebol. Apesar disso, como qualquer pessoa de bem reconhecerá, um local muito mais propenso à propagação do vírus chinês do que um pavilhão fechado onde, durante horas, estão enfiados mais de seiscentos malucos a discutir a melhor maneira de nos impor – nem que seja pela força – as suas ideias manhosas.

4 comentários:

  1. Anónimo3:24 p.m.

    Ao ler esta sua publicação, deu-me vontade de começar aos gritos. Não porque esteja frio ou porque ainda não sei se o nosso Benfica perderá mais pontos, amanhã, mas porque o tema e a forma como ele aqui é apresentado, me irrita.
    As comparações que o caríssimo KK faz são pertinentes. Claro que num pavilhão - talvez porque se chame Paz e Amizade - o vírus não entra. Já num local desse tamanho, ao ar livre, não sei não.
    É triste olhar para esse espaço e ver pouquíssima gente, bancadas vazias, ou quase. E o sustento de quem espera por estas oportunidades para ganhar algum?
    Bom (resto de) domingo, meu caro. Haja saúde e cosa o forno, como diziam os mais antigos.

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  2. simplesmente...3:30 p.m.

    É triste esta manhã de sábado.
    Bom domingo.

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  3. Actualmente nem quinhentas pessoas estarão em simultaneo no mercado mas quando penso que estes já estiveram proibidos...apetece-me apertar o pescoço a alguém!
    Cumprimentos

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