sábado, 31 de outubro de 2020

A culpa é minha?!

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Por volta dos sete anos de idade, acabadinho de entrar para a escola, a professora primária chegou-me a roupa ao pêlo por ter faltado a uma missa dominical para a qual a classe foi convocada. A ausência ao acto religioso não resultou, como então era óbvio, da minha vontade. Foram os meus pais, indignados com a mistura entre escola e religião, ainda para mais fora do tempo e do espaço escolar, que entenderam não me deixar ir. Coisa que, para a criatura, nada relevou. Cenas de outros tempos.


Desde então detesto tudo o que se relacione com religião. Todas. Daí que me causem uma especial repulsa os crimes cometidos em nome de um amigo imaginário. E ainda mais nojo me causam aqueles que defendem os criminosos ou procuram arranjar justificações para a sua prática criminosa. Para mim entre as organizações islamo-fascistas que nos querem impor o seu modo de vida, os gajos que os transportam dos seus países para a Europa, os que lhes abrem a porta e indivíduos como o papa ou o bispo do Porto as diferenças são poucas ou nenhumas. O sangue das vítimas salpica-os a todos.

5 comentários:

  1. "Desde então detesto tudo o que se relacione com religião. Todas.???"... Que culpa tem a religião ou Cristo, neste caso, por causa de uma época em que o regime colonial-fascista impunha a sua marca aos portugueses e povos estrangeiros colonizados por Portugal? Só cá faltava aos indianos, africanos e chineses dizerem que odeiam todos os portugueses por terem sido colonizados, explorados, mulheres violadas por Portugal. Podiam até dizer que odeiam os malditos retornados racistas. Cristo pregou a concórdia e não o ódio que o islamismo propõe graças ao mahomed ,chefe da milícias. Mas que maneira tão deturpada de raciocinar! Afinal está a seguir a ideologia do salazar , esse porco ,que em troca de 10 anos guerra colonial arrecadou 10.000 cadáveres fardados. Eram beirões, alentejanos, minhotos etc.

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  2. Concordo 100% contigo. Não há desculpas nem de um lado nem do outro. há tanto preconceito de um lado como do outro.

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  3. Anónimo5:54 p.m.

    Tenho grande consideração pelo Papa, o Francisco, não tanto pelo bispo do Porto.
    Para dizer que não se deve generalizar. Mas, importante é reconhecer ao caro KK, o direito à opinião e mesmo à revolta. Como, aliás, não podia deixar de ser,
    Confesso que há coisas, em algumas religiões, que me tiram do sério.
    A justificação dada, a propósito do atentado de Nice, é um pouco rebuscada.

    Cumprimentos, caríssimo KK.

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  4. Beijinhos Kruzes
    Feliz Domingo

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