O IRS é um assunto que desinteressa profundamente à maioria dos portugueses. Não admira. Metade não pagam e uma grande parte dos outros não quer saber. Têm outras preocupações. Coisas sérias e importantes como fascismo, racismo, Ventura, Trump, Bolsonaro, extrema-direita, o que cada um faz com o rabo, as diatribes do Vieira ou seja lá o que for que a comunicação social resolva promover como assunto do dia. Isso sim, é que é de preocupar. Agora cá impostos...que perda de tempo.
Pois a mim, que tenho um prazer imenso em ser do contra, é o que mais importa. E aborrece, principalmente. Não gosto nada de olhar para o meu recibo de vencimento e constatar que os valor dos “descontos” representam cerca de cinquenta por cento da coluna do “vencimento liquido”. Ou seja, em termos práticos, em cada mês trabalho vinte dias para mim e dez para o Estado. Isto deixando de lado que do “liquido” que escorre para a minha conta ainda vai verter uma parte significativa para IVA, ISP, IMI, IUC, mais todas aquelas taxas e taxinhas das facturas da luz e da água ou incluidas no preço de muitos outros bens.
Este é um tema que não me traz leitores. Pouco me interessa. Vou escrever sobre ele toda a semana. É que aquela frase que ouvi ontem pronunciada por um dirigente – deputado, ou lá o que é – do Bloco de Esquerda, não me sai da cabeça. “O IRS é o imposto que mais contribui para a eliminação da desigualdade salarial”. Pudera. Até o meu gato imaginário, o Bigodes, sabe porquê.
Há dias, comentei com pessoa minha conhecida que nas tais aulas de "cidadania" deviam ser ensinados todos os impostos cobrados pelo Estado. Claro que tal não irá acontecer: se os futuros contribuintes soubessem tudo aquilo por que o Estado se faz cobrar, ainda se corria o risco de alguma coisa poder mudar...
ResponderEliminarOs impostos são matéria que pouco importam aos que mandam ou influenciam o poder. Ou melhor, importa-lhes que continuemos a pagar muito para que o Estado possa continuar a sustentar os seus devaneios.
ResponderEliminarProcuro ter as contas em dia com as Finanças, que não perdoam um cêntimo aos menos abastados.
ResponderEliminarReconheço, contudo, não ser matéria importante para muitos 'tugas'.
A malta do Bloco tem cada ideia ... 😏
Cumprimentos, caro KK.
...que parvoíce!
ResponderEliminarPois eu aprovo que venha com estes temas
ResponderEliminarBeijinhos Kruzes
Resto de Dia Feliz
A maioria nem consegue não ter as contas em dia com o fisco...
ResponderEliminarO IRS é um saque organizado mas, já diz o outro, o pessoal nem percebe que está a ser roubado.
Cumprimentos
Vai ser o tema da semana.
ResponderEliminarCumprimentos, Luísa.
Comentário demasiado extenso. Lamento mas respondo depois de ler.
ResponderEliminarCumprimentos
Porque não debater uma TSU em função da diferença salarial entre escalões salariais?
ResponderEliminarPor exemplo extremo: um CEO (dono de empresa/ gestor/o chefe) que ganhasse o mesmo que o seu funcionário na posição salarial mais baixa pagaria 0% TSU, ou seja se todos ganhassem 1000€ brutos a TSU seria 0% 0€.
Se a diferença fosse abismal entre o salário mais alto e o salário mais baixo seria aplicada uma TSU elevada.
Eventualmente e dada as diferenças de responsabilidades podiam ser aplicados niveis salariais com valor de referência para uma TSU 0%.
Isto é uma ideia no seu bruto (não sou formado em finanças ou economia) mas talvez faria mais sentido na distribuição de riqueza do que um IRS progressivo onde são os trabalhadores prejudicados por isso.
Espero que algum entendido na matéria queira explorar esta ideia.
Não ouvi o debate, mas tudo que me gamam até nas faturas da luz, água e NOS quando tenho dúvidas ó meu amigo malho e o mês passado a NOS devolveu-me 2€. É pouco? mas é meu.
ResponderEliminarSubscrevo tudo o que dizes!
Beijos e um bom dia
Ó Carlos Marques pá, és parvo até dizer chega. Um dia destes dedico-te um post. A tua idiotice merece ser gozada.
ResponderEliminarQuase seria mais apropriado dizer factura das taxas...
ResponderEliminarCumprimentos
Por favor, continuem a votar
ResponderEliminar