quinta-feira, 11 de junho de 2020

Pássaros do sul

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Os especialistas da especialidade garantem que os pássaros estão a desaparecer dos campos da Europa. Um decréscimo, estimam, de cinquenta e cinco por cento nos últimos trinta anos. Não é que pretenda questionar a sapiência dos entendidos na matéria. Eles é que andaram a contar a passarada e, portanto, devem ter razão. Se calhar foram-se embora dos locais alvo do estudo – quiçá assustados com a presença dos especialistas da especialidade – e migraram para outro lado. Para perto de mim, no caso. É que, lamento contrariar as eminências que tão eminentes estudos elaboram, mas por cá há cada vez mais pássaros. São mais que muitos. O meu quintal, se falasse, não me deixava mentir. E as figueiras lá da fazenda, também não. Nunca, quer num ou noutro destes locais, vi tanto pássaro como nos últimos anos. De tal maneira que cerejas e figos, graças a esses terroristas alados que tudo devoram, poucos consigo colher. Este ano, pela amostra, nem os devo provar. Os sacaninhas nem esperam que fiquem maduros. Por mim, que não sou especialista da especialidade, garanto que essa bicheza não está reduzida a praticamente metade. Contas por alto é capaz é de ter aumentado para o dobro. Isto é como dizia a minha avó quando lhe anunciavam a inexistência de uma coisa qualquer. Retorquía sempre, “não há?! Não os procuram!”

11 comentários:

  1. Possivelmente esse estudo é muito anterior ao estado actual em que concordo contigo os pássaros redobraram e até muitos que já não via há anos. Ninhos aos molhos, chilreada tão bonita e lamento é não haver forma de controlo para uma espécie: as pombas.

    Sim adoram ir à tua fruta:)))) sempre contaste e agora o prejuízo é ainda maior pelo confinamento e falta o Saturnino:)))

    A gata da filha agora tem muito por onde escolher e como já está um pouco velhota ficou-se pelos ratos do campo:)))

    Um abraço sorridente

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  2. Tem se colocar "espantalhos"
    Agora a sério ... por aqui também estão aos molhos nas árvores


    Beijinhos Kruzes
    Feliz Dia

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  3. Anónimo2:40 p.m.

    Os 'especialistas da especialidade' enganaram-se nas contas: são 56 e não 55% 😀
    Quando eu morava numa casa com quintal e essas coisas todas tão do agrado da passarada, lá tinha que correr com os marotos pássaros, passarões, passarucos, melros, tentilhões e cucos.
    Uma canseira!

    Dito isto, piro-me. Ah pois é!
    Cumprimentos, caro KK.
    Ass. O António

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  4. Que fiquem por cá a alegrar estas terras.

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  5. Não é assim tão antigo. Entre 2016 e 2019 há várias referências a este alegado fenómeno...

    Aqui por casa fazem o ninho nas laranjeiras mesmo a meio metro das paredes de casa!

    O Saturnino?! Está cada vez mais "escarafunchoso". Todo baboso, pêlo a cair...abatê-lo seria um acto de caridade, coitado.

    Cumprimentos

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  6. Acho que eles já não ligam nenhuma aos espantalhos. Aquilo só lá vai com uma rede a proteger as árvores. O pior é que são de grande porte...

    Cumprimentos!

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  7. A culpa é dos gatos, que são uns maricas e não caçam os pássaros e da rapaziada que agora já não vai aos ninhos!

    Cumprimentos, caro António.

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  8. Por mim podem ficar à vontade...o problema é que a chamada proteção da natureza conduziu a um aumento destas populações que vai muito para lá do que é razoável e, até, sustentável. Veja-se que, provavelmente por falta de alimentos, até comem os figos antes de estarem maduros!!!

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  9. Acho que a passarada — como vida inteligente que é — foi viver para longe dos especialistas da especialidade que lhe dava escasso sossego.
    Assim, as avezinhas foram para zonas com pouca gente. Andam [voam] mais à vontade, as flaubert e as caçadeiras estão pela hora da morte sendo preciso licenças mais caras do que para abrir uma Pharmácia. Os miúdos nem a uma escada em caracol sabem subir quanto mais 'ir aos ninhos'.
    Têm os seus Cafés e os Bares abertos, sem confinamento e muito bem guarnecidos.
    Chamem-lhes parvas.

    Cumprimenta

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  10. Caçadeira? Flaubert? Nem com fisga se pode matar um bicho desses. E daqui a pouco nem de outros, diga-se.

    Cumprimentos

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  11. Eu também não sou especialista dessa especialidade (nem de nenhuma, vá) mas acho que estão redondamente enganados.
    Aqui no meu quintal é: rolas, pombas, pegas, pardais, poupas (essas sim lindas e é só uma ou duas), melros e até cegonhas, que só não se permitem pousar aqui porque os cães estão alerta por causa do tamanho, já os outros devem ter a via verde em dia porque os cães não lhes ligam nenhuma.
    E dão cabo das alfaces, couves, ervilhas e tudo o mais que ao rebentar da terra não tenha uma rede em cima!
    Fartinha deles, pelo menos fartinha da quantidade deles...

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