domingo, 28 de junho de 2020

Extremismos

A extrema esquerda tem trinta e dois deputados no parlamento e representa, no seu conjunto, mais de dezassete por cento do eleitorado. Coisa que a poucos preocupa. A inquietação do momento, vá lá saber-se porquê, é a extrema-direita. Apesar de ter apenas um deputado e não representar mais do que uns miseráveis 1,6% dos votantes.


Por mais que me expliquem nunca hei-de perceber esta dualidade de critérios relativamente aos extremos do cenário político. Ah e tal, explicam-me com condescendência, a extrema esquerda não é extremista e defende as minorias, enquanto a extrema-direita é extremista e persegue as minorias. Pois. Deve ser, deve. Basta atentar nos modelos de sociedade que PCP e BE preconizam e saber um poucochinho de história ou, simplesmente saber ler. A União Soviética – que o Diabo a tenha - e a China são excelentes exemplos de tolerância e de respeito pelas minorias. A esquerda tem preocupações sociais e defende os mais pobres. Claro, claro, nota-se. A Venezuela, a Nicarágua, Cuba ou a antiga Europa de leste não nos deixam esquecer que a esquerda adora pobres.


Um extremo não é melhor do que o outro. A diferença entre André Ventura, as manas Mortágua, Jerónimo de Sousa e, até mesmo, socialistas de oportunidade como Isabel Moreira ou Pedro Nuno Santos está apenas na boa imagem que a comunicação social transmite dos esquerdistas e na diabolização que faz do primeiro. O resto são tretas. Quem quiser que as compre. Por mim, passo.


 

2 comentários:

  1. Anónimo12:30 p.m.

    Isto hoje é simples: nada de extremismos e tenho dito!
    Cumprimentos, caro KK.
    Boa semana
    Ass: O António

    ResponderEliminar
  2. Infelizmente - e não é só na politica - as posições estão cada vez mais extremadas. Parece que já ninguém aceita uma opinião diferente.

    Cumprimentos, caro António.

    ResponderEliminar