terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Os “interesses”

Consta da proposta de orçamento do Estado para 2020 que “os prédios classificados como monumentos nacionais de interesse público ou de interesse municipal voltam a pagar Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI)”. Sinto-me dividido quanto a isto. Por um lado considero este imposto um dos mais estúpidos do mundo. Não faz sentido tributar algo que não consome recursos à sociedade e que serve para cumprir um dos mais elementares direitos de cada qual. O direito à habitação. Ou, mesmo não sendo um edifício a isso destinado, não descortino pingo de racionalidade em tributar paredes. Excepto, claro, naquela parte de sacar dinheiro onde julgam que ele existe. Mas, por outro lado, diverte-me esta ideia. Anda, por este país fora, tanto edifício a ser declarado de interesse público, municipal e coiso e agora fazem isto?! Não devem estar a ver bem a cena...Quase aposto que uns quantos “interesses” e outros tantos “interessados” tratarão de manter a normalidade fiscal. Chamemos-lhe assim.

3 comentários:

  1. Muitos vezes esses edifícios são do próprio estado. pode acabar por ser inócuo.

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  2. Só não é inócuo por que se trata de uma receita das autarquias. Mas não, não são maioritariamente imóveis do estado. Nos últimos anos tem havido uma verdadeira praga de imóveis declarados de interesse municipal...

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  3. Nunca houve interessados sem interesses, nem interesses sem interessados.
    Abraço do
    ao (a_lcoolico anónim_o)

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