terça-feira, 31 de dezembro de 2019

E se a omissão também for xenofobia?

Se há coisa que aprecio no jornalismo e nos jornalistas é a objetividade. A opinião deles, seja qual for o assunto, dispenso-a. Não me importa para nada. Agora o relato que fazem de uma ocorrência, a clareza com que expõem um tema do momento ou a independência com que tratam determinada matéria constitui, pelo menos do meu ponto de vista, algo de essencial do ponto vista do desempenho do seu trabalho.


Ontem foi agredido um cidadão – um turista, no caso – em Évora. No dizer de quem noticiou a ocorrência a agressão terá sido cometida por um “grupo de pessoas”. Ora porra. Tanta objectividade até aborrece. Para ficar a saber o que realmente aconteceu, nomeadamente quem foram os agressores, foi necessário recorrer às redes sociais. As tais que, no dizer de gente de elevado intelecto, estão a destruir a democracia. Estranho conceito de democracia, o desta malta. Se calhar o azarado turista ficou muito mais ferido do que teria ficado a democracia se o jornalista tivesse tido o profissionalismo de informar que os alegados agressores serão ciganos. Ou, pelo menos, uns moinantes.

2 comentários:

  1. Anónimo8:39 p.m.

    Eu, em 50 anos de medicina, não tenho alguma razão de queixa de ciganos. Sempre nos demos bem, talvez por os tratar como gente normal, mas sofrendo doença.
    O cigano deleita-se em enganar aqueles que pensam que os enganam a eles. Tenho umas histórias lindas... educativas.
    Sei que há malandros, e em todas as etnias. Deus nos livre dos maus. Nós, homens só se formos piores que eles é que conseguimos livrar-nos. Como mandam as Regras da Vida.

    Abraço,
    AO = Alcoólico anónimO

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  2. Meliantes, patifes e bandidagem há em todas as raças, etnias e religiões mas algumas abusam...

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