
Esta greve dos gajos que transportam mercadorias perigosas suscita-me umas quantas questões. Cada uma mais impertinente que outra. Logo, a começar, pela mais inquietante de todas. Não há, aparentemente, gajas a transportar estas cenas. O que, obviamente, configura uma clara discriminação em função do sexo. Ou género, ou lá o que é. Mesmo negros, chineses, ciganos, anões e LGBTetc também não parecem abundar entre a classe. Algo verdadeiramente abominável e a merecer a atenção do Bloco de Esquerda, de associações diversas que vivem à conta do Estado e de um alto comissariado qualquer.
Posto isto vejamos então o acessório. O abastecimento ao país, por exemplo. Coisa, dada a manifesta relevância da anterior, de muito menor importância. Os serviços mínimos serão apenas para Lisboa e Porto. O resto que se desenrasque. Mesmo que naquelas regiões até tenham aquilo do passe ao preço da uva mijona. O que, bem visto, tem a sua lógica. Se não têm transportes, infraestruturas ou serviços públicos por que raio devem, os poucos que insistem em viver fora das grandes metrópoles, ter direito ao abastecimento de combustível? Que, por enquanto, é só o que está em causa. Um dia destes logo se vê o que será mais. Percebe-se a opção e o abandono do restante território. Rendemos poucos votos e, em caso de necessidade, podemos sempre ir abastecer - o depósito e a despensa - ali ao lado. A Espanha. O fisco espanhol e a nossa carteira agradecem o desprezo.
Se alguém tivesse dúvidas já foram bem esclarecidas. O interior não interessa a quem nos governa. Nas próximas eleições, nas seguintes e nas outras ninguém devia votar, mostrando assim o nosso desprezo por quem não tem o mínimo de respeito por estes poucos , mas bons e também portugueses!
ResponderEliminarNão só isso, mas há toda uma questão que ninguém abordou, nem jornalistas nem políticos (dois conceitos que, cada vez mais, se confundem): os ministros continuaram a transitar por aí em limusinas conduzidas. Isto significa que houve todo um grupo de motoristas de matérias perigosas que: ou não aderiram à greve; ou foram requisitados civilmente sem que tal estivesse explícito em lado algum.
ResponderEliminarO nosso voto pouco conta. E não votar também não faria grande diferença.
ResponderEliminarEsses motoristas são bem pagos. Deve ser por as matérias que transportam serem ainda mais perigosas que as outras...
ResponderEliminarComo de costume: o dedo na ferida. Então a discriminação? Já não pega.(*)
ResponderEliminarOs votos dos discriminados para nada servem? Ou são escassos?
(*) pode ser que pegue por empurrão...
Deve ser isso. Até porque o governo só se preocupa com os que pegam de empurrão...
ResponderEliminarVoltando ao tema sobre estarmos no fim. Duas, brasileiras:
ResponderEliminar1. No tempo da ditadura militar, o Gen Chefe (Costa & Silva?) discursou:
O país está à beira do abismo! E nós vamos dar um passo em frente.
2. Do Rio de Janeiro. Fogo po morro acima, água po morro abaixo e muié quando qué dá, ninguém segura.
Pérolas de Sabedoria deste vosso pescador aposentado.