

Nas obras públicas surgem sempre vestígios arqueológicos, pinturas ancestrais ou outro sinal qualquer de uma cultura passada que importa estudar. É inevitável. Se assim não fosse gente que tirou – ou a quem foi dado, sei lá – cursos inúteis, na maioria dos casos por ter um intelecto inversamente proporcional ao recheio da carteira dos pais, não teriam como angariar o seu sustento.
A obra de recuperação de uma das “portas” da cidade não podia fugir a este estigma. Também ali, durante os trabalhos, foram postos a descoberto vestígios de pinturas antigas. Embora, assim a olho nu, não se perceba qual o partido que fez a barrascada é, contudo, possível perceber que foi um daqueles que ostentam um símbolo debaixo do qual se abrigaram os maiores assassinos e criminosos diversos que a humanidade conheceu. Com sorte ninguém, nomeadamente os muitos saudosistas do PREC dados à cultura, dará por aquilo. Senão lá terá de ser preservada.
Não tenho memória daquela borrada. Mas devia ser uma coisa linda. Quase me apetece parabenizar os autores. Alguns, muito provavelmente, ainda andarão por aí...
No Alentejo conheço bem as portas de Estremoz e as de Elvas. Já não tão bem (pois foram destroçadas) as de Évora. E as de Serpa.
ResponderEliminarSão marcas, ou marcos, de civilização. De pessoas que não queriam reles misturas com o suor do seu trabalho. Claro que teriam sido classificados como esquerdalhos do mais puro.
Em qualquer aglomerado humano, as portas servem para serem fechadas quando começa a cheirar mal.
Estas também deviam ser fechadas...ao trânsito! Mas isso devia deixar os meus vizinhos à beira de um ataque de nervos. Não são capazes de dar um passo a pé!
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