segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Os amarelos do colete

Como referi noutro post, não acredito nisso dos coletes amarelos à portuguesa. Pode, até, haver um ou outro bloqueio – basta um camião para bloquear uma estrada – mas uma coisa em grande, como em França, não creio ser possível de replicar por cá. Embora, pelo que leio no Trombasbook que é onde estas coisas “acontecem”, o pagode que alegadamente aderiu à causa propõe-se bloquear tudo e mais alguma coisa. Pontes, portagens e rotundas, nomeadamente. Fazem bem, os valentes.  


Pena é que por aqui não haja disso. Nem, sequer, uma ameaçazita de cortar o trânsito no Rossio, nem nada. Se calhar também não adiantava. O pessoal ia à volta e pronto. Talvez melhor mesmo seja bloquear as zonas de acesso a cafés, restaurantes e afins. Isso é que era transtorno à séria. Fica a ideia. Parva, claro. Como as dos outros, afinal.

5 comentários:

  1. Começo a compreender — a 'realizar' em moderno portinglês — que, por tantas as vezes eu estar ao seu lado na barricada, deverei ser parvo e inculto. Uma variante da 'Maria vai co'as outras'. Aliás, bastas vezes Vexa usa o pequeno adjectivo, para si e para outros — entre os quais, a correr, me vou colocar.
    Além da estima sagrada pela sabedoria das Senhoras nossas Avós.
    Eu, já no 76o ano de vida, cada vez mais entendo porquê o mafarrico sabe muito.

    Abraço mafarrico...

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  2. Face à cultura ultra modernaça de agora sou, confesso, um poço de ignorância.

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  3. Anónimo10:19 p.m.

    Gostei dessa do Trombasbook sim senhor agora a manif. vai ser um fiasco mas temos pena.

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  4. E seu não for fiasco podem agradecer à PSP e GNR que bastante a têm promovido...

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  5. O tempo ajuda a arrumar ideias. No tempo do estado novo, 'amarelos' era o nome dado aos bufos — informadores da polícia política. A ignorância paga-se caro: copiar os franciús...

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