segunda-feira, 23 de abril de 2018

Coerência revolucionária

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A Nicarágua é a nova paixão dos profissionais da solidariedade. Garante essa malta que a culpa é, outra vez e sempre, dos americanos. Esses patifes imperialistas. De império, porque se fosse de imperial os solidários eram todos pró-América.


Se bem entendi, naquele país centro-americano anda tudo à “porra e à massa” por causa de uma ideia maluca que envolvia aumentar a contribuição para a segurança social lá só sitio. Coisa que não agradou ao pessoal, está bem de ver. Para a esquerda portuguesa, a julgar pelas reações inflamadas de apoio ao governo local, era uma medida genial e, sobretudo, necessária para assegurar o bem-estar do povo.


Foi mais ou menos a mesma coisa que o Parvus Coelho tentou fazer por cá. Esse malandro que só queria o mal do povo. De tal maneira que os portugueses encheram ruas e praças, de norte a sul, em manifestações contra tamanha atrocidade. Com esta mesma gente à cabeça dos protestos. Ou seja, para estes pacóvios o lema parece ser ser: “Completamente de acordo e simultaneamente de opinião contrária”. Depende de quem tem a ideia. Eh, pá, não desistam nunca. Vocês divertem-nos.

1 comentário:

  1. A propósito de Nics.de água:

    No Glossário das Impertinências: A Doutrina Somoza
    O presidente Franklin D. Roosevelt terá dito em 1939 a propósito do apoio ao ditador Somoza: «he may be a son of a bitch, but he's our son of a bitch». A mesma frase foi reiteradamente aplicada para justificar as cumplicidades da administração americana com muitos outros ditadores, um pouco por todo o mundo. E é dito, por outras palavras, todos os dias em privado e em público pela esquerda e pela direita, reconheça-se, mais em privado e com um pouco mais de recato.

    Na W_que_pedia
    https://en.wikipedia.org/wiki/Anastasio_Somoza_Debayle

    cumprimentos marchistas

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