domingo, 29 de abril de 2018

Novos malucos geram novos negócios

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Adoro animais. No prato, nomeadamente. Quase todos, diga-se. Praticamente só me falta experimentar cão – fica para quando for à China – porque gato, desconfio, já comi disfarçado de coelho. Mas, garanto, pouca diferença me faz que os adoradores desta nova religião que tem os bichos como deuses esturrem o seu dinheiro a estragar as divindades com mimos. Arranjem “dog sitter’s” quando não tiverem com quem os deixar, façam-lhes um lindo enterro quando esticarem o pernil ou comprem comida gourmet para os alimentar. Tudo isso é bom para a economia. Gera emprego, receita fiscal e, reconheço, todos ficamos a ganhar. Façam o que quiserem. Podiam era também apanhar a merda que eles largam nas ruas e, sobretudo, respeitar o espaço de quem não está para os aturar. Mas isso, se calhar, já será pedir demais a quem se acha muito evoluído pelo estatuto que atribui aos animais mas, em contrapartida, não respeita os seus semelhantes.


 

1 comentário:

  1. Não é preciso ir à China. Basta ter um conhecimento seguro num bom restaurante pequinense. E com gato 'au naturel' a origem fidedigna é a mesma. Pode sair caro, mas é uma experiência inolvidável. Aliás distingue-se coelho de gato pelas costelas. Mais não lhe digo... Digo-lhe que há 50 anos comi umas formigas fritas, pretas e grandes, num restaurante indonésio — em Hamburgo, veja só. Com um gostinho por causa do ácido fórmico.
    Também já lhe escrevi que bem cuidados, tratados e alimentados, os alimais de estimação darão uns suculentos refogados ou guisados quando a crise voltar — e desta vez não vai ser a brincar...
    Claro que contribuir para a higiene das ruas não é para o portuga. Só quando, com muito trabalho, se descobrir o carro do dono do larga-cagalhotos e se passar a enfiá-los (os cagalhotos) pela admissão de ar para o habitáculo é que se atinge o nirvana.

    Abraço

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