Cuidava eu, na minha ignorância, que aquela coisa da crise já tinha passado. Acreditava, mas ninguém me manda ser parvo, que a página da austeridade tinha sido virada, que estávamos agora a viver um tempo novo e que nos tínhamos livrado das nefastas politicas da direita bafienta. Era, até, capaz de jurar que me entrava narinas dentro um refrescante aroma a pinho em resultado das fantásticas políticas patrióticas e de esquerda implementadas pela geringonça.
Afinal enganei-me. Ou enganaram-me, não sei. É que continua, dizem eles, a não haver dinheiro para aumentar os vencimentos dos funcionários públicos. Coisa que, lamento, não entendo. Por mais que me esforce não consigo perceber como é que, não tendo dinheiro, o governo pensa pagar às dezenas de milhar de novos funcionários que pretende integrar nos quadros.
Lamentavelmente temos uma comunicação social miserável que até dá dó de tanta incompetência. Se assim não fosse – ou se, mesmo incompetentes, quisessem ser sérios - talvez já um qualquer Galamba desta vida tivesse sido obrigado a explicar a razão de não existirem condições para aumentar um trabalhador do Estado que ganha seiscentos euros, mas essa impossibilidade não se verificar para aumentar um reformado que ganha mil e duzentos. Deve ser um conceito de justiça patriótico, de esquerda e nada bafiento.
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