domingo, 18 de fevereiro de 2018

Caminhos privados, iluminação pública.

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Nutro um profundo desprezo pelos chicos-espertos. Em especial por aqueles que, de uma ou outra forma, tratam de se apropriar – ou de distribuir, tanto faz – o que a todos pertence.


Faz-me uma certa confusão não poder, hoje, andar pelas veredas e caminhos rurais que calcorreei na minha infância e juventude. Tal como antes já os meus pais e os meus avós tinham feito. As veredas, simplesmente, desapareceram. Foram lavradas. Os caminhos – que, admito, até podem estar em terreno privado mas sempre foram usados por toda a gente – estão vedados.


Quero admitir que os novos proprietários não o fizeram sem as devidas autorizações. Nem ouso pensar que quem autorizou não o fez no estrito cumprimento da lei. Há, no entanto, uma questão que não deixa de me moer. Então, se esses caminhos são privados, como é que são iluminados pela rede de iluminação pública?! Voltarei, seguramente, ao tema. É que isto está-me cá a afligir...

4 comentários:

  1. Agora andam a legalizar os terrenos, casas etc e tal há muitos ano sem "rei nem roque"quem não o fizer...arrisca-se a perder tudo. Mas daí a ter iluminação da rede pública já acho estranho, mas acredito que irão alterar...a não ser que seja de algum da "quintinha":))))

    Beijocas

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  2. Diz, que eu dessas coisas não sei nada, que não faltam caminhos privados iluminados pela rede pública. Aquela que custa às autarquias - ou seja a ti, a mim e aos parvos em geral - muitos, mas mesmo muitos milhões de euros por ano. Tantos que o Berardo e outros que tais são meninos ao pé disso...

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  3. Olha a admiração!
    Quantas residências privadas têm energia eléctrica vinda duma rede privada que é alimentada pela rede pública?
    Só é preciso engenho, arte, e uns fiozitos.

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  4. Tem razão. Afinal se a Câmara paga a de uns também pode pagar a dos outros!

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