Estremoz. Catorze horas e trinta minutos. Cinquenta graus. É nestes dias que mais me lembram os idiotas que fazem piadas acerca da lentidão dos alentejanos e da nossa alegada pouca propensão para o trabalho. Gostava de os ver a trabalhar oito horas sob este sol. Depois, se sobrevivessem, falávamos acerca da vontade de trabalhar.
Na minha longa vida, sempre ouvi as melhores anedotas e histórias de alentejanos contadas, com gosto, por alentejanos da gema.
ResponderEliminarTambém sei que quando Portugal foi grande, o Governo (o Rei) vivia aqui e ali, no Alentejo. De D. Dinis a D. João II foi tudo em grande porque bem pensado. Com D. Manuel I começo o descalabro; vaidoso e estúpido, nem semelha ser irmão de D. Leonor, fundadora das Misericórdias.
A raça Alentejana viveu nesse ambiente. Sempre foi Gente e, amiúde, superior à nobreza. Sabem da vida como poucos e, como poucos, respeitam o próximo.
Caramba, 50º?? De facto, não é fácil trabalhar nesse calor :P
ResponderEliminarNão aprecio muito anedotas e já te falei sobre o assunto. Se vós sois lentos o que dizer dos espanhóis que dormem a siesta?:) Tive colegas alentejanos de gema e contavam imensas nedotas sobre eles, mas deixa-me que te diga que adoro o modo de falar dos alentejanos e sobretudo dos seus cantares. Não te "amofines" porque o que interessa é que falem, falem...sinal que estão vivos:)))
ResponderEliminarAinda hoje ao dar a minha volta...senti-me tão bem com o calorão. Aqui foi aos 43. Chegou um vizinho de carro estacionou e disse-me...está feliz não estão com os 43º. Até hoje nunca me senti mal mas o que diria o vizinho se tivesse sido criado com 9 meses de verão e cujas temperaturas ultrapassavam os 50º à sombra? Resposta dele...morria hehehehe.
Explica-me uma coisa amigo: se o meu carro estiver ao sol, abro a porta, não entro logo devido ao bafo a ferver. Não tenho esse mostrador, mas dentro de um carro não será a temperatura dentro ou é a de fora? Não sei se me fiz entender:)
Um abraço
Não vejo diferenças entre alentejanos, minhotos ou algarvios. Somos tão poucos e um país tão pequeno...
ResponderEliminarPois não. Gostava de ver quem nos chama mandriões, com este calor, a ceifar no campo ou a partir pedra numa pedreira como acontecia até há alguns anos.
ResponderEliminarA temperatura é exterior. Dentro o ar condicionado resolve...
ResponderEliminarBoa semana!
Kruzes Kanhoto!!!
ResponderEliminarahahah
Lagarto, lagarto!
ResponderEliminarHá anos que digo o seguinte: essa criaturas iluminadas deveriam ser colocadas no cimo da torre de menagem do castelo de Beja ente as 12 e as 16 H num dia como o de hoje e, mesmo sem nada fazerem, gostaria de ver a reacção !!!!
ResponderEliminarMeu caro abordar os comentarios q citou acerca da lentidao dos alentejanos tecendo consideraçoes sobre a temperatura(muitas foram as noites q dormi na calçada em frente a porta de meus pais tentando recuperar forças para as enfrentar no dia seguinte)sera uma forma simplista de o fazer, aqui deixo por escrito o relato de um episodio por mim vivido em 1980 no Porto Alto(junto a Samora Correia)q ilustra o porque da execuçao de uma tarefa de uma forma mais pausada(como me ensinou meu avo arranca como um burro e termina como um cavalo): -Sempre fui confrontado com comentarios exarcebando a forma de trabalhar e de ser das gentes do nosso pais face aos alentejanos,q eram mt mais rapidos,mais resistentes enfim td e mais alguma coisa e neste ano de 1980 fui convidado a participar no arranque manual das batatas de um fazendeiro la desta terra,no dia marcado la me apresentei e puxando dos brios levanto a enxada e como fazia no Alentejo cravei-a no solo c toda a força,para meu espanto a enxada desapareceu no chao e o cabo partiu...para terminar desafiei toda aquela gente a acompanhar-me ate ao fim do arranque executando a tarefa so c uma mao,fi-lo ate ao fim do dia e ninguem me acompanhou. Tamos entendidos?!
ResponderEliminarDerretiam antes de terem tempo de contar uma piadola acerca da moleza dos alentejanos...
ResponderEliminarApenas por ignorância se pode afirmar que os alentejanos são preguiçosos. Eu onde vejo muita gente sem fazer nada é em Lisboa...e não, não me refiro aos turistas!
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