Depois do Reino Unido, onde se culpam os eleitores mais idosos pelo resultado do referendo ter sido favorável ao Brexit, também em Espanha se assiste a uma onda de velhofobia por o Partido Popular ter voltado a vencer as eleições e a esquerda ter tido um resultado miserável. Tudo graças, afiançam os esquerdelhos mais jovens, ao voto dos velhos na direita. Há mesmo, num e noutro país, quem defenda a interdição de voto aos mais idosos por, alegam, estarem a decidir sobre um futuro que não lhes pertence.
Deixo de lado a notória indigência mental destas afirmações e os altos valores democráticos que esta gente demonstra possuir. Não me surpreendem. Dos velhos apenas querem a mesada que lhes permite fazer vida de rico e, quanto à democracia, julgam que é mais ou menos como nas suas casas onde os papás sempre lhes fizeram todas as vontades. Chegados à idade adulta não admira que constitua para eles uma novidade o facto de haver gente que, democraticamente, os contrarie. Uma chatice a que não estão habituados.
O que me espanta é não ter vindo ainda ninguém, nomeadamente da área do politicamente correcto, condenar estas afirmações velhofobicas. Se algum infeliz ousasse escarnecer de uma fufa, de um larila, de um negro, de um muçulmano, de um refugiado, de um anão ou, principalmente, de um cão teríamos os intelectuais do Facebook em pé de guerra com o mundo. Concluo, portanto, que não faz mal nenhum ser velhofóbico.
Permita-me discordar em parte pois todos sabemos como eles são permeáveis a pressões e chantagens por parte dos mais novos, acontece também que a senilidade em muitos casos leva a delírios oníricos de tipo adolescente (putaria e pedofilia), penso que o grosso dos votos no centro á direita provem dos que ou trabalham ou trabalharam algo na vida e a quem lhes custa e muito, partilhar com os parasitas do costume o remanescente desse esforço. Afinal por que carga dd água eu que me considero ter começado a trabalhar fora de casa aos 10 anos, tenho que aos 60 entregar entre 48 a 52% daquilo que ganho para manter refugiados, ciganos, tropa no Afganistão e milhares de "desempregados", etc que uma grossa percentagem não quis estudar, nem trabalhar, tão pouco aprendeu um ofício e se foi encostando ao poiar da democracia que é a função pública e instituições similares. Basta ver as dinastias (pai, mãe, avô, filhos/as e já netos/as) que vão herdando cargos e tachos nas câmaras municipais, hospitais e repartições, sem sequer mudarem de localidade que é para todos estarem "sob controle", obrigando a carregar o cidadão que faz crescer a economia com taxas e taxinhas, impostos e gabelas, aqueles que se preocupam com elas. quantos os próceres do Bloco, ou do PC da marreta e foicinha, ou até do PS ou PSD, sim aqueles dos aviários das jotas, têm ou tiveram responsabilidades em fazer crescer a riqueza e a economia, pagaram alguma vez ordenados a outrém? Possívelmente á mulher a dias. Estou a ver o Centeno, o Loução ou o Costa á frente duma indústria ou dum comércio ou até numa empresa de serviços?, a lutar com a concorrência? Eu não! Vejo-os a dar aulas (como diria o engenheiro Edgar Cardoso, o das pontes, "quem sabe faz, quem não sabe ensina"), ou então vai trabalhar para o Banco de Portugal ou para a caixa Geral dos Depósitos, para mostrarem a (in)competência, pois quem quer trabalhar e ganhar dinheiro tem que fugir para a estranja. E mais não digo.
ResponderEliminarDe uma ou de outra maneira toda a gente é permeável a pressões. Neste caso "atiro-me" apenas a uma questão que tem sido suscitada em Inglaterra e Espanha, sendo que para muitos deles isso dos velhos começa aos cinquenta...
ResponderEliminarAcontece que, no caso do Brexit, os maiores contribuintes para a saída até foram os jovens entre os 18 e os 34 anos.
ResponderEliminarEnganei-me. Foi precisamente o contrário. Peço desculpa por ter dado uma informação errada aqui. :)
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