Hoje estou do lado dos amiguinhos dos animais. Algum dia teria de acontecer. Isto a propósito do individuo que foi morto por um cão que guardava a propriedade onde o homem teria ido, alegadamente, apropriar-se indevidamente de algo que não lhe pertencia.
É, não apenas mas principalmente, para isto – guardar - que estes animais servem. Sempre assim foi. O cão guarda o monte. Defende-o dos intrusos. É a lei da vida. O que não é normal – nem, muito menos, natural – são cães em zonas residenciais, encerrados em apartamentos, a ladrar e a incomodar os vizinhos. Nomeadamente durante a noite perturbando o sono a quem quer ou precisa de descansar.
Um dos primeiros trabalhos que me foi atribuído tratava-se do licenciamento de canideos. Que, há época, se dividiam essencialmente em duas categorias. De guarda e de caça. Nenhum deles podia estar alojado em espaço urbano. Aí eram considerados animais de companhia ou de luxo e pagavam uma taxa exorbitante. Várias vezes superior aos primeiros. Talvez por isso, porque as pessoas tinham mais juízo e respeito umas pelas outras ou não tinham dinheiro para extravagâncias esses cães eram uma raridade. Hoje constituem a esmagadora maioria e nem sei se algum está devidamente licenciado. Coisas de uma sociedade evoluída.
Quem me conhece sabe que o meu animal preferido sempre foi o gato e que não gosto lá muito de cães, mas ontem vi pela primeira vez um filme que já tem um tempo - "Hachiko: A Dog's Story", em que aparece o actor Richard Geere - e fiquei bastante comovido com a sua história baseada em factos verídicos. Dá-me vontade de pensar se realmente os animais são mesmo assim tão irracionais como dizem, ou se não possuem mesmo alma. O São Francisco de Assis, que é o padroeiro dos animais, acreditava que os animais também têm alma, embora não metafisicamente igual à dos humanos.
ResponderEliminarCompletamente de acordo e abençoados os condomínios cujas administrações proíbem cães. Tenham um gato ou cinco que incomodam menos...mas deveria haver fiscalização a sério. Só no meu prédio existem 5 e dois de grande porte. São bem tratados mas por vezes e na ausência mais prolongada dos donos...é um inferno!
ResponderEliminarConsidero que KK apresentou bem a base do problema.
ResponderEliminarA minha "filosofia" é que «um homem é um homem e um bicho é um bicho». Durante 70% do tempo da minha longa vida tive cães (para guardar) e dava-se albergue a gatos que davam conta do canastro a ratazanas maiores que coelhos bravos. Todos os bichos foram bem cuidados e tratados (quando o tema era grave, por veterinário) e aos gatos dava-se um subsídio alimentar e leite. Mas não se lhes matava a fome, sob pena de deixarem de caçar as ratazanas.
Claro que a gataria começou a abundar após a morte do último cão. Não sei porquê, mas eles não se dão bem...
Considero que ter um cão numa casa é selvajaria egoísta. Eles precisam de espaço e de liberdade.
Os gatos não pedem para irem para dentro de casa (os cães fazem-no) mas se lhes dá essa mordomia eles aceitam porque sabem que, daí para a frente, quem manda na casa são eles.
Abraço da ea
Gosto de ambos, mas estou como dizia o outro: Cada coisa no seu lugar...
ResponderEliminarAinda bem que não vivo num prédio de apartamentos... Os barulhos durante o dia não me aborrecem por aí além mas de noite não os suporto. Nas férias ou quando pernoito num sitio com vizinhança barulhenta costumo vingar-me quando me levanto. E não, ouvir-me cantar às sete da manhã não é das coisas mais agradáveis para quem se deitou às três ou quatro...
ResponderEliminarMuita gente tem bichos em casa apenas para seu próprio divertimento e está-se nas tintas para aquilo que o animal precisa. Como se fosse natural um cão ou um gato estarem confinados a cem metros quadrados...
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