terça-feira, 3 de maio de 2016

Um par de tabefes nos pais era capaz de ajudar...

tdah-transtorno-de-deficit-de-atencao-e-hiperativi


 


Tem sido noticia nos últimos dias a quantidade de calmantes que, diz, as crianças portuguesas estarão a ingerir. Prescritos por médicos e ministrados pelos pais, presumo. Parece que é tudo hiper-activo, ou lá o que chamam agora aos gaiatos que têm bichos carpinteiros. Uma maleita cujo principal sintoma é uma intensa comichão no lombo e que em tempos tinha um tratamento muito mais rápido, eficaz e bastante menos dispendioso. Sim, que as drogas para tratar doenças de ricos, de pobres com a mania que são abastados e de gente convencida da genialidade do seu intelecto não devem ser baratas.


A ser verdade é coisa para me deixar basbaque. Não se pode dar um tabefe num puto malcriado. É crime, dizem eles. E elas, que não pretendo discriminar os parvos em função do género. Contudo ninguém vê nenhum inconveniente em fazê-los engolir drogas. Quiçá criando dependências e provocando sabe-se lá que outros efeitos secundários. Tudo porque é mais fácil enfiar um comprimido pelas goelas abaixo à criança do que dar-lhe um sopapo. Bonito, sem dúvida. E estúpido, também.

5 comentários:

  1. Inteiramente de acordo , mas pior do que isso é que muitos pais auto-medicam os filhos quer por publicidade ENGANOSA nas televisões. Quando li a notícia pensei...assustador. Tal como no ensino superior tomarem medicamentos para tudo e mais alguma coisa...e o famoso Calcitrin para os velhos...está bem, está!!!!

    Recordo que a minha filha mais nova desde bebé e já com dois anos dormia duas horas por noite, era levada da breca na escola e não dormia a sesta de jeito nenhum. Acompanhada pela equipe médica devido a um problema que teve e que foi ultrapassado com sucesso por volta dos 12 anos, falei do meu cansaço, se podiam ajudar-me. A resposta do médico foi: a mãe é que precisa de se acalmar, tudo nela tem sido normal e isto irá passar por volta dos 4/5 anos.

    Mudei de postura, acalmei, acordava, deixava-a brincar e eu dormitava. Dormia no comboio uma hora para lá e outra para cá...e o certo é que perto dos cinco anos começou o inverso...dormia para xuxu:))))

    Digo-te mais KK até aos 10 anos partiu a cabeça dez vezes, tão sossegada...mas jamais em tempo algum tomou calmantes, apenas por vezes uns belos açoites que só lhe fizeram bem hehehe

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  2. alvaro silva11:52 a.m.

    "Mastriste que isto" não pode haver! Isto é o puríssimo resultado das políticas ditas "avançadas" destas governações. Criancinhas hiperactivas? Algumas haverá, mas são raras. O que há é falta de educação por parte dos papás, mamãs, progenitores, putativos pais e mães, a quem uns legisladores de aviário retiraram a capacidade de "ensinar os ignorantes e corrigir os que erram". É também a consequência da política de restrição da natalidade, do facilitismo e preço das múltiplas formas de aborto (pílulas, injeções, dispositivos e o própriamente dito), depois as criancinhas não têm irmãos para exercitar a dita hiperactividade, levam-nos para as creches e infectários variados onde uns mercenários os sossegam logo pela manhã com umas gotinhas de calmantes e ao almoço reforçam a dose o que dá para que estejam mais ou menos marados até os papás os irem resgatar. chegam a casa e tem que extravasar as energias que estiveram "amansadas" durante as horas laborais do infantário. Claro a essa hora a mamã tem que aquecer a comida que comprou feita no supermercado , o papá tem que pôr a mesa e lavar a louça e como estão cansados dos transporte têm a tentação de dar umas chapadas na prole, mas como isso é "muito incorrecto e ilegal" dão voltas ao bestunto para resolver a agitação do rebento pois a TV não os acalma. Claro o SNS fornece-lhe todos os elementos para tal. Ora vejamos: -Não pagam nem consulta nem taxa moderadora, o médico mesmo que se aperceba da má educação do pai e mãe do pretenso hiperactivo não está para se chatear e receita-lhe umas *Ritalinas, (no meu tempo davam para fazer "directas" antes dos exames) e passa a declaração para o papá ou mamã justificarem a falta ao serviço e lá vai o progenitor ou como tal assumido até á botica, onde a droga lhe é fornecida a preços subsidiados, e vai a correr devolver o rebento no infantário e dar a nova ás "inducadoras" e helás a criancinha passou a ser "deficiente" e a necessitar de "acompanhamento especial", o que "á lá longue" e depois de mais meia dúzia de consultas "piscológicas" devidamente acompanhada da opinião do médico de família, "dá direito" a um "subsílio" que é premonitório dum futuro RSI, pois o que é preciso é uma tença e um papel que diga que o descendente não joga com o baralho todo. Depois passa para a escola obrigatória até ao 12º ano e o nosso adolescente começa a ter mais uma doença. Entra então na liça a potentíssima "dislexia" um palavrão lindo, que vai justificar a ignorância e mândria até chegar á faculdade e então logo se vê, se o herdeiro mesmo assim não consegue nota para a pública não tem empeno á Universidades (católicas, Lusíadas, Modernas e Fernandos Pessoas que "vendem" cursos sem lá porem o cu, caso Sócrates, Relvas, Varas e uma multidão deles e siga a marinha...

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  3. Que mais posso acrescentar?! O meu caro já escreveu tudo o que eu gostava de ter escrito...

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  4. Uma palmada na altura certa nunca fez mal a ninguém. O problema é que se todos os pais fizessem isso era o fim de muitos negócios...


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  5. Alvaro Silva

    A realidade pura e dura mas verdadeira do estado em que estamos e ou chegámos. Tiro o meu chapéu, embora diga que há uns quantos milhões que remam contra essa maré do "facilitismo para atingir fins perniciosos", pais e avós que jamais abriram mão do seu dever como tal e não delegam na escola a educação que dão em casa, sem medos, mas muito atentos ao que devem saber e encontram sempre tempo para estarem com os filhos.

    Gostei imenso do comentário!

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