Só para ver se eu entendo. Se numa parelha de paneleiros um é o auto intitulado marido o outro é, necessariamente, o quê? Assim de repente e na falta de melhor conceito será “a” esposa, parece-me. Ou, recorrendo a um dito popular no âmbito casamenteiro, a “eleita”. Daí não perceber a histeria que se apoderou do país do Facebook e de outras instâncias minoritárias mas que, vá lá perceber-se porquê, acham ter o direito de regulamentar os limites da liberdade de expressão ou daquilo com que se pode brincar.
Para essa cambada de javardolas pode-se chamar ladrão, corrupto ou coisa pior aos políticos ainda que a maioria sejam cidadãos exemplares. Contar anedotas ridicularizando os habitantes de uma determinada região do país também é coisa que não suscita criticas a ninguém. Já fazer uma graçola sobre gente que – muito legitimamente, pois isso é lá com eles – tem tendências sexuais diferentes da generalidade das pessoas é que não pode ser. Porquê?! Será que não são iguais aos outros? Ou será que tem alguma coisa a ver com aquilo que me ensinaram em pequeno para não “fazer-pouco” dos doentes, dos aleijados ou dos malucos?!
Só para que saibas, numa parelha de paneleiros como tão educadamente lhes chamas, são dois homens, ou duas mulheres que se amam... Sou homossexual e repudio toda e qualquer graçola, ou mesmo essa forma de tratar-nos. É por isto que aqui li, asseguro, consigo ser mais homem do que muitos que por aí andam, pois ser homem é saber respeitar, é saber estar, é saber amar. Sabes, dois homens por vezes conseguem amar-se mais e melhor do que muitos que se dizem heteros e andam por aí...os mesmos que à noite se escondem nas saunas para se satisfazerem e deixam as mulheres e os filhos em casa com a desculpa que ficaram a trabalhar até mais tarde.
ResponderEliminarEnfim...
A questão não é ser paneleiro ou deixar de o ser. Isso, correndo o risco de me repetir, é com cada qual. Não me interessa. O problema é que existem temas ou pessoas que são intocáveis. O ponto onde sistematicamente bato é por que raio se podem fazer piadas a ofender os adeptos do clube adversário, a ridicularizar os alentejanos, a gozar com os padres, a difamar os políticos e quando a coisa toca a alguns extractos da população já não se pode fazer sem ser acusado de ser homofóbico, racista, xenófobo ou sei lá que mais?! Esse é o problema. O resto não quero saber!
ResponderEliminarSubscrevo INTEIRAMENTE o comentário (sobretudo o último parágrafo) de Carlos e também eu, que te leio há muito tempo, entendo a tua resposta e post.
ResponderEliminarMas KK apesar de não gostar de JRS nem como jornalista, nem como escritor, poderia ter evitado tal situação que de piadola não teve nada, mas daí desejar-lhe o quer que seja, vão anos luz. Bastava ter assumido e pedir desculpa, porque "piadolas" do género jamais deveriam ocorrer e muito menos num telejornal. Já muitos foram afastados por muito menos...ó, ó por muito menos.
Um bom sábado
Abraços
Eu tenho de ouvir anedotas e piadolas acerca de alentejanos a toda a hora. A maior parte MUITO piores do que disse o JRS. Quando resmungo por causa disso dizem-me que os alentejanos sabem rir-se de si próprios porque são inteligentes... Eu só gostava de ver esse principio aplicado a TODOS. É pedir muito?!
ResponderEliminarBom fim de semana!
Pelo que percebi, foi um lapso por confusão duma eleita com um eleito, mas porquê este fru fru todo? Só porque a pessoa confundida é gay? Se ele tivesse trocado o género a um anónimo qualquer queria ver se havia esta algazarra! Alguém acha que o JRS quer se goste ou não fez de propósito? Eu cá acho que foi um grande mal entendido!
ResponderEliminarReitero. Os gays têm o direito a ser gozados. Tal como os alentejanos, padres, ciganos, etc... Mas compreendo que se ofendam porque eu também detesto anedotas de alentejanos.
ResponderEliminar