sexta-feira, 9 de outubro de 2015

A sorte é que o país real não lhes liga nenhuma...

Só para ver se eu entendo. Se numa parelha de paneleiros um é o auto intitulado marido o outro é, necessariamente, o quê? Assim de repente e na falta de melhor conceito será “a” esposa, parece-me. Ou, recorrendo a um dito popular no âmbito casamenteiro, a “eleita”. Daí não perceber a histeria que se apoderou do país do Facebook e de outras instâncias minoritárias mas que, vá lá perceber-se porquê, acham ter o direito de regulamentar os limites da liberdade de expressão ou daquilo com que se pode brincar.


Para essa cambada de javardolas pode-se chamar ladrão, corrupto ou coisa pior aos políticos ainda que a maioria sejam cidadãos exemplares. Contar anedotas ridicularizando os habitantes de uma determinada região do país também é coisa que não suscita criticas a ninguém. Já fazer uma graçola sobre gente que – muito legitimamente, pois isso é lá com eles – tem tendências sexuais diferentes da generalidade das pessoas é que não pode ser. Porquê?! Será que não são iguais aos outros? Ou será que tem alguma coisa a ver com aquilo que me ensinaram em pequeno para não “fazer-pouco” dos doentes, dos aleijados ou dos malucos?!

6 comentários:

  1. Carlos9:56 p.m.

    Só para que saibas, numa parelha de paneleiros como tão educadamente lhes chamas, são dois homens, ou duas mulheres que se amam... Sou homossexual e repudio toda e qualquer graçola, ou mesmo essa forma de tratar-nos. É por isto que aqui li, asseguro, consigo ser mais homem do que muitos que por aí andam, pois ser homem é saber respeitar, é saber estar, é saber amar. Sabes, dois homens por vezes conseguem amar-se mais e melhor do que muitos que se dizem heteros e andam por aí...os mesmos que à noite se escondem nas saunas para se satisfazerem e deixam as mulheres e os filhos em casa com a desculpa que ficaram a trabalhar até mais tarde.
    Enfim...

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  2. A questão não é ser paneleiro ou deixar de o ser. Isso, correndo o risco de me repetir, é com cada qual. Não me interessa. O problema é que existem temas ou pessoas que são intocáveis. O ponto onde sistematicamente bato é por que raio se podem fazer piadas a ofender os adeptos do clube adversário, a ridicularizar os alentejanos, a gozar com os padres, a difamar os políticos e quando a coisa toca a alguns extractos da população já não se pode fazer sem ser acusado de ser homofóbico, racista, xenófobo ou sei lá que mais?! Esse é o problema. O resto não quero saber!

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  3. Subscrevo INTEIRAMENTE o comentário (sobretudo o último parágrafo) de Carlos e também eu, que te leio há muito tempo, entendo a tua resposta e post.

    Mas KK apesar de não gostar de JRS nem como jornalista, nem como escritor, poderia ter evitado tal situação que de piadola não teve nada, mas daí desejar-lhe o quer que seja, vão anos luz. Bastava ter assumido e pedir desculpa, porque "piadolas" do género jamais deveriam ocorrer e muito menos num telejornal. Já muitos foram afastados por muito menos...ó, ó por muito menos.

    Um bom sábado

    Abraços

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  4. Eu tenho de ouvir anedotas e piadolas acerca de alentejanos a toda a hora. A maior parte MUITO piores do que disse o JRS. Quando resmungo por causa disso dizem-me que os alentejanos sabem rir-se de si próprios porque são inteligentes... Eu só gostava de ver esse principio aplicado a TODOS. É pedir muito?!

    Bom fim de semana!

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  5. Pelo que percebi, foi um lapso por confusão duma eleita com um eleito, mas porquê este fru fru todo? Só porque a pessoa confundida é gay? Se ele tivesse trocado o género a um anónimo qualquer queria ver se havia esta algazarra! Alguém acha que o JRS quer se goste ou não fez de propósito? Eu cá acho que foi um grande mal entendido!

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  6. Reitero. Os gays têm o direito a ser gozados. Tal como os alentejanos, padres, ciganos, etc... Mas compreendo que se ofendam porque eu também detesto anedotas de alentejanos.

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