Como tive ocasião de escrever
neste post, se as arbitragens não fossem manifestamente tendenciosas, no sentido de prejudicar o clube de futebol do Porto e favorecer descaradamente o Benfica, a equipa das riscas seria todos os anos campeã nacional, com vinte cinco ou mais pontos de avanço, enquanto as águias andariam a amargar pelos últimos lugares da terceira divisão distrital de Lisboa.
O que se passou na jornada deste fim-de-semana vem inequivocamente dar-me razão. Os auto intitulados dragões – coisa que toda a gente sabe nem sequer existe, mas enfim cada um arranja as mascotes que quiser por mais parvas que sejam – foram claramente prejudicados pelo senhor do apito, no jogo em que empataram com o Leixões e onde confirmaram o modesto terceiro lugar que ocupam no presente campeonato. Que, recorde-se, só não estará em risco devido à época miserável com que outro clube também às riscas, no caso na horizontal, nos está a presentear.
Bruno Paixão, assim se chama o senhor que despudoradamente evitou que o Porto vencesse o jogo de ontem, cometeu uma série infindável de erros, sempre a favor da equipa de Matosinhos, com o evidente propósito de afastar os ainda campeões nacionais da luta pela renovação do título. Como muitíssimo bem salientaram, no final do encontro, o treinador adjunto Jesualdo Ferreira e o capitão Bruto “Cotovelo” Alves. Tendo este, inclusivamente, ido mais longe ao lamentar que
este ano os árbitros não estejam a favorecer o Porto.
É, de facto, verdade. Bruno Paixão, em pelo menos duas ocasiões, praticamente isolado não rematou à baliza leixonense quando se encontrava em excelentes condições para desfeitear o guarda-redes adversário. Ainda pior do que isso foi, perto do final, não ter assinalado uma grande penalidade a favor do Porto a castigar um defesa da equipa da casa que não se desviou para o Micael (raio de nome!) passar, à semelhança do que fizera na jornada passada o árbitro do jogo com o Nacional da Madeira. Para culminar tão desastrada actuação o juiz da partida teve ainda a ousadia de terminar a contenda apenas oito minutos depois dos noventa. Como é evidente a coisa só devia acabar quando o Falcão marcasse mais um golo com a asa.
Por seu turno na Luz foi a roubalheira do costume. Mais um roubo de catedral, portanto. A arbitragem começou logo aos dez minutos por validar um golo obtido em claro fora de jogo e marcado com a mão após notória carga sobre o guarda-redes do Belenenses. Depois, em duas ocasiões, não expulsou os defesas centrais do Benfica por estes, noutros tantos remates da equipa forasteira, terem ostensivamente desviado a bola com os olhos quando esta se dirigia para a baliza e encarnada. Finalmente, de forma completamente anedótica e que revela bem a intenção de ajudar o clube da segunda circular a chegar ao título, expulsou o guarda-redes da equipa visitante por este, pasme-se, jogar a bola com a mão!
Não admira por isso que, segundo alegam alguns relatos, o árbitro tenha sido visto, na garagem do Estádio da Luz, a introduzir à socapa uma caixa de fruta na bagageira do carro. Nem que outros aleguem terem avistado o trio de arbitragem, resguardados no calor da noite, a beberricar um café com leite ou, segundo outras versões, a comer um chocolatinho. Mas isso são outros “quinhentinhos” que agora não vêm ao caso.
O Benfica está, toda a gente vê, a ser levado ao colo. Têm razão os adeptos portistas em se lamentarem dos árbitros, do sistema, da Liga, dos túneis e de tudo o mais que lhes vier à cabeça. A continuar assim o Porto dificilmente chegará ao segundo lugar.