terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Anónimos, pseudónimos e outros alarves

Este blogue não é anónimo. Mas podia ser. É feito sob pseudónimo. Mas podia não ser. De qualquer maneira não seria muito diferente daquilo que é. Ou seja, numa ou noutra circunstância seria sempre uma merda.

Ainda bem que não há muitos blogues como este. Uma merda. A maior parte dos que se fazem por aí são bons. Outros roçam mesmo a genialidade. O que é positivo, se saúda e enaltece.

Saliente-se também que o segmento de blogues maus e absolutamente ruins quase a atirar para o execrável merece ser explorado e, garanto, também tem os seus apreciadores. É que isto de gostos – e de desgostos – há muitos e para tudo. E até, imagine-se, há quem goste deste blogue. Eu. E mais uns quantos. Anónimos ou sob pseudónimo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Cenas tristes

Numa qualquer banca de jornais é possível encontrar dúzias de revistas que se dedicam preferencialmente, algumas em exclusivo, a reportar acontecimentos que envolvem gente pretensamente famosa. Na esmagadora maioria pessoas que nada fazem de útil à sociedade e cujas actividades pouco importarão ao cidadão médio.

Embora me seja difícil entender o que leva um vulgar cidadão ou cidadã a interessar-se por este tipo de publicação, dominada essencialmente pela não notícia, o certo é que o tema vende. Parece mesmo haver uma franja de leitores fiéis que já não passa sem saber com quem catrapisca a “Vává”, a Gigi” ou a “Náná”. Ou quem teria sido o par do “Cácá”, do “Rárá” ou do “Lhôlhô” na última “fêsta” da cornesa de qualquer coisa ou do barão assinalado em todas as repartições de finanças. Tudo matéria do mais relevante interesse nacional, está bem de ver. Ou como diria o outro, “é disto que o meu povo gosta”. Só me saem duques!

Os coelhos do Louçã

A intervenção de Francisco Louça durante a Convenção do Bloco de Esquerda, em que aludiu à capacidade reprodutora dos coelhos por contraponto à impossibilidade de as notas de cem euros o conseguirem, tem sido objecto de gozo na blogosfera nacional. Como não podia deixar de ser, foram muitos os blogues que não perderam a oportunidade para lembrar que os coelhinhos até podiam ser paneleiros e que o exemplo parece claramente homofóbico por discriminar aqueles que só pegam de empurrão ou são pouco dados a essas coisas da reprodução. Aguardam-se por isso reacções das organizações da paneleiragem, da Juventude Socialista e de outros parvos apoiantes dessas causas. Indignadas de preferência.

Depois de uma tirada destas, poucos repararam noutras afirmações igualmente interessantes. Nomeadamente quando garantiu estar o Bloco de Esquerda disposto a acolher no seu seio candidaturas independentes e de movimentos de cidadãos às próximas eleições autárquicas. Em quem é que ele estaria a pensar?

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Tapete bélico

A ausência de conhecimentos da nobre arte da tapeçaria, não me permite identificar este tapete como sendo um genuíno Arraiolos. Tão pouco desconfio que seja uma reles imitação. Seja como for, o motivo bélico que o decora é dos mais adequados para ornamentar uma caserna, embelezar a sede de um qualquer partido que apoie as FARC e o Hamas ou, simplesmente, para limpar os pés.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Coisas de gurus

Esta crise, bem como as soluções preconizadas, evidenciam contornos que me são difíceis de entender. Deve ser, penso, problema meu e da minha fraca capacidade para perceber os magos da economia, os génios da ciência politica e os gurus das estratégias anti-crise.

A solução, garantem, é avançar com investimento público. As empresas terão obras para fazer, irão adquirir matéria-prima a outras empresas e – umas e outras – vão gerar ou pelo menos manter postos de trabalho que de outra forma se perderiam. Bem pensado. O problema é que estamos todos endividados. A começar pelo Estado que, ao que se sabe, terá dividas astronómicas às empresas em resultado de obras que ainda não pagou. Ou seja, assim mal comparado, seria como se eu não tendo dinheiro para pagar a minha casa chamasse o mesmo construtor para me construir outra, quando ainda não lhe tinha pago a primeira. A mim, que tal como Jesus Cristo não percebo nada de economia, dá-me assim a ideia que o melhor era capaz de ser pagar as dívidas às empresas e com esse dinheiro elas pagavam aos trabalhadores, aos fornecedores e aos outros credores. Mas isso sou eu que me preocupo em ter as contas em dias. Parvo.