domingo, 18 de janeiro de 2009

"A" solução

É como agrado que tomo conhecimento que terá sido encontrada uma solução para questão da Rodoviária. Sem dúvida uma boa noticia não só para os utentes daquele espaço mas para todos os estremocenses.

Seja qual for a solução encontrada, Estremoz e toda esta região não podem ficar reféns dos humores da administração de uma qualquer empresa. Continuo a achar que é necessário, urgente mesmo, procurar alternativas à rede de expressos e fazer o mercado funcionar para que não fiquemos dependentes do que uma única transportadora nos quiser impor. Obviamente que a iniciativa terá de pertencer ao sector privado, mas é nestas alturas que surgem as oportunidades de negócio e que se cativam clientes descontentes com o prestador de serviços habitual. E isso é coisa que não falta.

Autarquicas 2009 - Pré candidatos

Prometi em tempos que este blogue ia estar atento às próximas eleições autárquicas. Apesar de poucos posts acerca do tema, a pesquisa não tem sido descurada privilegiando sempre, como é apanágio deste espaço, a vertente mais animada da coisa.

Sabe-se, embora não constituía grande novidade, que algumas figuras mediáticas estarão bem posicionadas na grelha de partida para a corrida eleitoral a realizar lá para o Outono. Será o caso do ex-inspector da Policia Judiciária Gonçalo Amaral que poderá vir a ser candidato na autarquia de Olhão – o que me parece apropriado, embora também fosse uma boa solução para Faro – ou do jornalista Hernâni Carvalho que, diz-se, poderá ir a sufrágio em Odivelas. O que também parece um bom local para o actual colaborador da TVI exercer a sua presidencial actividade.

Algumas fontes adiantam a hipótese de Paulo Pedroso – pois, esse – ser o candidato do Partido Socialista à Câmara de Almada. Atendendo às mais recentes transferências de competências do governo para administração local parece, caso se confirme a sua candidatura, constituir igualmente uma escolha acertada para presidir àquele concelho da margem sul.

sábado, 17 de janeiro de 2009

O “Patolas” foi preso

Confesso que fiquei apreensivo ao ler o título de uma notícia, que já não é nova, terá três ou quatro dias o que, para notícia, constitui uma idade bastante respeitável e a caminhar para balzaquiana, que dava conta da prisão de um tal “Patolas”.

O simpático canito que responde por esse nome não parece capaz de cometer atrocidades que justifiquem a sua detenção, salvo uma ou outra travessura própria da idade. Não vive em apartamentos, corre livremente pelos campos, não caga nos passeios, rói todos os ossos que apanha e persegue como se não houvesse amanhã cada gato que se lhe atravessa no caminho. É, portanto, um cão à séria e não como esses lulus mariquinhas que donos não menos mariquinhas por aí passeiam.

Constatei depois, na sequência da leitura, que não havia motivo para me preocupar. Afinal o “Patolas” era outro. Trata-se de um perigoso meliante – embora o nome, de tão ridículo que é, não o faça crer – líder de um gang que exercia a sua actividade na linha de Sintra e que há muito estava na mira das autoridades policiais. No entanto, depois de ler a reportagem acerca deste e de outros bandidos, dei comigo a pensar porque motivo não haverá em Estremoz delinquentes com nomes tão porreiros…

Estaria com os copos?!

TVI, sexta feira, telejornal das oito, Vasco Pulido Valente manifestando a sua indignação relativamente às recentes declarações do Cardeal Patriarca de Lisboa: “…é óbvio que qualquer mulher ocidental que vá viver com uma família árabe perde direitos…então não vá!”.

Ou seja, o padrecas não se terá expressado bem. A recomendação às moçoilas casadoiras devia ter sido mais ou menos assim “…se casarem com um muçulmano nunca vão viver com a respectiva família…” e aí parece que todos estariam de acordo.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Rede alternativa

O recente encerramento da bilheteira onde se vendiam os títulos de transporte da Rede de Expressos, sita na antiga estação da CP, embora não constitua grande surpresa, não deixa de ser mais um acto condenável de uma empresa que evidencia uma manifesta falta de respeito por aqueles que são a razão de ser da sua existência. Os seus utentes.

O serviço prestado por aquela empresa, pelo menos nesta região, é perfeitamente lastimável. Basta assistir ao embarque dos passageiros nos autocarros de Domingo à tarde com destino a Lisboa. Por vezes assiste-se ao caricato de pessoas com bilhete serem forçadas a ficar em terra em virtude da viatura, quando chega a Estremoz, já não trazer lugares disponíveis em quantidade suficiente para os bilhetes vendidos.

Recordo-me de outros tempos, durante toda a década de oitenta, em que o serviço de transporte de passageiros entre Campo Maior e Lisboa, com passagem por Estremoz, era assegurado por duas empresas transportadoras privadas. Provavelmente essa terá de voltar a ser a alternativa. Cabe às autarquias da região tomar a iniciativa, desenvolver esforços junto de outros operadores e tentar cativá-los para investirem neste percurso. Se há vinte e tal anos era rentável, hoje, com a necessidade de constantes deslocações a Lisboa e com o elevado número de estudantes a frequentar estabelecimentos de ensino na zona da capital, acredito que a exploração desta “linha” seria perfeitamente rentável.