sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Do Contra

Não. Não vou fazer nenhuma piadola fácil sobre mouros. Ainda menos vou divagar acerca da maneira pouco ortodoxa que usam para comunicar com o seu deus, nem tão pouco com o facto de tanta gente junta de cú para ar poder ser motivo de chacota. Hoje sinto-me particularmente multiculturalista e prefiro por isso homenagear a criatura que, entre tantos, consegue ser o único a acertar o ritmo da reza.

Visitantes das arábias

O contador de visitas transmite ao autor de um blogue informações que poderão ter importância, ou não, acerca de quantos são os seus leitores ou visitantes ocasionais bem como um conjunto de outros dados que poderão constituir um importante meio para melhorar o seu trabalho. Para mim, mais que o número de visitas, gosto de saber como e de onde chegam aqueles que, por qualquer azar ou erro de navegação, acabam por aportar a este espaço de opiniões irrelevantes e de alarvidades diversas. Mesmo que algumas venham da Arábia Saudita e pesquisem no Google “kruzeskanhoto.blogspot.com”.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Arte desagradável

O conceito de arte revela-se cada dia mais estranho e para tal muito contribui o facto de, cada vez mais, evitarmos manifestar publicamente a nossa opinião, nomeadamente quando algo nos desagrada, com receio de sermos julgados pouco cultos, pouco tolerantes ou, em última análise, uns grandessíssimos burros.

Um monte de sucata ou um pano borrado não deixam de ser isso mesmo apenas pelo facto de terem sido colocados à vista de todos numa qualquer exposição. Há que dizê-lo com toda a frontalidade.

Bye bye Bush

Ao que parece vão realizar-se festarolas, em diversos pontos do planeta, assinalando o fim do mandato de George Bush. Ou da tomada de posse de Barack Obama. Ou de ambas. Estremoz, pasme-se, vai, ao que foi anunciado no telejornal de um canal televisivo, ser palco de uma dessas festas.

Obviamente cada um sabe de si e festeja o que lhe dê na realíssima gana. Embora a saída de um presidente americano e a entrada de outro não me pareçam motivo para grandes celebrações numa cidadezinha de oito mil habitantes - nenhum deles, que se saiba, oriundo dessas longínquas paragens – perdida no meio de nenhures do outro lado do Atlântico.

Já assisti a muitas comemorações. De entradas e saídas. Em quase todas, a generalidade dos participantes nos festejos comemorativos, volvido pouco tempo, manifesta exuberantemente o seu arrependimento com aquilo que festejou. Nada me leva a crer que desta vez vá ser diferente. Não tardará a que os do costume ergam as suas vozes contra aquele que, provavelmente, virá a ser o preto mais odiado da história.