sábado, 29 de novembro de 2025

O Chega e toda a esquerda têm muito em comum.

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Tenho pouca paciência para aquelas conversetas onde se fala de “opções de classe”, “luta de classes”, “burguesia”, “desfavorecidos” ou, como agora se diz, “vulneráveis”. Não dou para esse peditório e, a bem-dizer, nem sei como “classificar” os patetas que enchem a boca dessas idiotices. A hipocrisia desta gente, por vezes, vai muito para lá dos meus limites de tolerância. Mesmo naqueles dias em que, por razões que me escapam, essa limitação se encontra excepcionalmente elevada.


Como estou farto de por aqui escrever que não gosto de impostos. É dinheiro que nos é retirado e, por isso, quem está mandatado para governar deve cobrar apenas o mínimo necessário para assegurar as necessidades básicas das funções essenciais do Estado e usá-lo com a mesma parcimónia com que usa o que lhe pertence. Para além disso, esse financiamento do Estado deve ser preferencialmente feito à custa do luxo, da ostentação, do vicio, dos lucros ou ganhos injustificados e o menos possível sobre os rendimentos do trabalho, das poupanças e do investimento. Não é nada disso que pensa a esquerda portuguesa. Nem, igualmente, parte da direita. É gente que gosta de penalizar o trabalho e de castigar quem tem alguma coisa de seu. Em contrapartida faz questão de beneficiar os seus e aqueles que lhes podem estragar os arranjinhos que os sustentam no poder. Os artistas e a malta da cultura, nomeadamente. E, de caminho, aqueles que têm dinheiro suficiente para gastar em arte. Nem que seja para comprar uma banana colada a uma parede. Depois venham para cá chatear por os ciganos não passarem factura dos trapos vendem nas feiras.

13 comentários:

  1. Gostei da comparação, entre os a facturação dos ciganos e a tal banana da exposição que foi vendida por um milhão!!
    Quanto mais sórdidas e insólitas forem as ideias mais valorizadas são.
    Creio bem que uma poia, com meia-dúzia de moscas vivas lá presas, valeria uma fortuna...
    Cumprimentos e um bom domingo

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  2. Anónimo3:42 a.m.

    O autor deste post não é um activo da luta de classes, nem um burguês, tão pouco um desfavorecido ou um vulnerável. Na terminologia actual é um colaborador, melhor, um colaboracionista fora do seu tempo: é um desprovido.

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  3. Estou contigo amigo e também estou farta de todos os políticos e afins que sentadinhos ou em manifestações gastam e comem há nossa custa.
    Beijos e um bom domingo!

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  4. Que pena que alguém que preocupa-se e critica os "esqueminhas" políticos, não tem um olhar mais carinhoso para as diferenças. Aqui no Brasil, a nossa esquerda luta muito pela igualdade, apesar de toda dificuldade que encontra na direita que só pensa em si e em seus "arranjinhos" como diz o amigo.
    Mesmo sendo da área da Arte, sou obrigada a concordar com todos, que a obra da "Banana" é uma aberração. Para mim, também, isso não é arte. E, já perdi uma vaga em um concurso em que estava em primeiro lugar, por pensar assim... Coisas dos "chamados" intelectuais!

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  5. fazem os eu papel, mas haveria outras prioridades, digo eu.

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  6. Os mesmos que votaram a baixa do IVA destes negócios, alguns são lavagem de dinheiro, opõem-se á redução do IRS. Por outro lado taxar um quadro a 6% e muitos produtos de saúde a 23% é quase criminoso.

    Cumprimentos

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  7. Não gosto de dizer, mas a diferença essa malta é cada menor. São todos iguais!

    Cumprimentos

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  8. As políticas de esquerda são como a história do sapo no caldeirão. Ao princípio a água morna era agradável...o pior é que acabou cozido. É o que acontece com a esquerda quando se acaba o dinheiro e alguém tem de pagar a conta.

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  9. Neste caso ajudam os muito ricos. E os mafiosos que precisam de lavar dinheiro. Vindo desta gente não surpreende.

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  10. Com tantas afinidades, só me pergunto porque é que não se fez uma geringonça PS/Chega. Talvez por vergonha disfarçada, mas provado está que se entendem muito bem. Muito bem, mesmo.

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  11. O PS vê como salvação engolir toda a esquerda radical. Fará o que for preciso para sobreviver, nem que tenha de se aliar ao Chega para complicar a vida á AD.

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