
O pagode queixa-se de tudo. Agora, lá porque o governo anunciou a intenção de alterar a data de pagamento do IUC para o mês de Fevereiro de cada ano, surgiu um coro de lamentações, protestos e divagações várias. Pagar duas vezes em três meses é uma violência, vi eu escrito e ouvi, algo parecido, na televisão. Pagar impostos, sejam eles quais forem, é sempre uma violência. Mas, se o raio do imposto é anual, qual é a diferença? E depois é destas coisas, quem paga em Dezembro há já um ano que não paga. Daí que não tenha muito para se queixar.
O problema será, alegadamente, a falta de graveto. O que é pior. O “selo do carro” é uma parte ínfima, diria que até a menor, dos custos que qualquer um tem de suportar com o automóvel. Reclamar da proximidade dos pagamentos é mais lamuria do que outra coisa. Não acredito que quem tem carro, por mais velho que seja, não tenha dinheiro para essa minudência.
Quando ouço estas queixinhas lembro-me sempre do tempo em que ganhava vinte e poucos contos por mês e me cobraram trinta e cinco de seguro. Uma quantia mais elevada do que aquela que recebi quando, um ou dois anos depois, vendi o carro. Perante os meus protestos o tipo da seguradora, provavelmente farto de me ouvir, atirou: “Não tem dinheiro para pagar o seguro?! Ná, você não tem é dinheiro para ter carro!”. Ficou-me cá.
E logo eu que também pago em Dezembro...
ResponderEliminarVeja o lado positivo...já não paga há um ano!
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