quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Pagagaios

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“É preciso uma visão global para a saúde”, proclamou aquele indivíduo que ocupa o palácio de Belém e que, há quem assegure, é o presidente – propositadamente com letra minúscula – de todos os portugueses. Trata-se de um diagnóstico brilhante. Tão brilhante que até eu era gajo para fazer. Alarvidades dessas digo eu a toda a hora e ganho bastante menos. De resto, quase toda a gente tem a visão que globalmente a saúde está com os pés para a cova.


Por falar em alarves. Amanhã temos mais uma greve da função pública. Ou não fosse sexta-feira. Estava com esperança que, desta vez, a luta envolvesse a diminuição da carga fiscal sobre os salários, nomeadamente o IRS, ou a diminuição da quotização da ADSE de 3,5% sobre catorze meses para 1,5% sobre doze. Mas não. Apesar de essa ter sido uma promessa da lista vencedora das eleições para os corpos directivos daquele sistema de saúde, que integrava representantes dos sindicatos, o silêncio acerca do tema tem sido sepulcral. Nem reivindicam, sequer, que o valor descontado possa ser deduzido em sede de irs, como acontece com os seguros de saúde dos trabalhadores do sector privado.
Obviamente que os tipos dos sindicatos, coitados, não têm grande culpa. Afinal, limitam-se a papaguear o que os seus mentores lá do partido mandam dizer. Que eles falam, falam, mas eu não os vejo a fazer nada.

2 comentários:

  1. Ora, KK, o homem já está de malas aviadas, já deu o que tinha a dar, pra quê bater mais no ceguinho? Um pouco mais de benevolência será pedir muito?
    Bom fim de semana.

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  2. Já vai tarde. O pior presidente de sempre!

    Cumprimentos

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