Pela Europa os esfaqueamentos seguem a bom ritmo. É a vida. Os europeus têm de se habituar. Mais do que isso. Têm de respeitar as civilizações – há quem insista em considerar esse modo de vida uma civilização – onde esfaquear quem não segue a mesma ideologia religiosa é uma cena comummente aceite. Há, apesar dessa ideologia ser incompatível com o nosso modo de vida, que respeitar o sagrado direito a esfaquear pessoas. Mas nada temeis, os governos locais reagem sempre com firmeza e condenam veementemente o sucedido. Seja lá o que for que isso queira dizer. No entretanto garantem, invariavelmente, que se trata de um acto isolado perpetrado por um maluco qualquer. Tal como foram todos os outros cinquenta e quatro mil cometidos no ano passado em território europeu. Isto enquanto prossegue a bom ritmo a caça a todos os que incitam ao ódio contra os esfaqueadores sugerindo, nas redes sociais ou de viva voz, que vão esfaquear para a terra deles.
Por falar em malucos. Ontem estavam quatro a debater – sendo que um é jornalista e devia abster-se dessas lides – quando um deles resolveu abandonar o cenário. Sinto-me dividido acerca da opinião a adoptar perante o sucedido. Se siga a doutrina Prata Roque, segundo a qual sair é acto de coragem e contribui para a elevação do debate político ou a doutrina Rodrigo Taxa que, garante, abandonar é cobardia. Mesmo não sendo adepto da violência estou indeciso e quase inclinado para uma terceira via. Partir-lhes os cornos. Há quem esteja mesmo a pedi-las.
Eu cá tinha ido para a quarta via, tinha ido para cima dele, questionava o parolo á cerca do pai dele:
ResponderEliminar- se os 80 mil euros eram dele?
- se os 80 mil euros eram do amigo?
- eram 80 mil euros referentes a quê?
- era o pagamento correspondente a quantos dias?
- quanto dinheiro estava lá há um mês atrás naquele local?
- se acha correto um gajo que rouba 80 mil euros deve de ir para o parlamento europeu?
- se foi o amigo do pai que roubou se acha que quem rouba 80 mil euros deve de ir para um cargo publico relevante?
Ao jornalista disfarçado perguntava:
- se acha que uma entrevista deve de ser conduzida por um tipo do ps e outro do cds independentemente do partido do entrevistado?
- se acha que uma entrevista não deve de falar de temas que interessam á vida dos portugueses e não de temas que só interessam (pessoalmente) aos entrevistados?
- se o país lhes interessa para alguma coisa?, (quase de certeza que iam responder que sim), depois dizia nenhuma pergunta foi sobre Portugal e sobre a governação anterior ou sobre a futura ou sobre o que é que faria de diferente.
"Partir-lhes os cornos. Há quem esteja mesmo a pedi-las."
ResponderEliminarPode não ser a politicamente correcta, mas que é tentadora, é! De resto, com alguns, pelas ditas vias adequadas, é inglório. É como lavar a cabeça a burros: Perde-se tempo e gasta-se dinheiro em água e sabão.
Partir os cornos apenas no sentido metafórico, naturalmente. De outras coisas que por aí se dizem e escrevem não sei nada...😂😂😂
ResponderEliminarTudo alegadamente, acrescento eu!
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