sábado, 15 de novembro de 2025

É só fumaça...

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Tenho dificuldade em perceber o alarido que por aí anda por causa da greve, supostamente geral, que o Partido Comunista resolveu promover na sequência de mais uma hecatombe eleitoral. Não será a última. Hecatombe, greve geral patrocinada pelos comunistas logo se verá. Mas, escrevia, não se justifica tamanho basqueiro. O país não vai parar e tudo aquilo que ainda vai funcionando nos outros dias também funcionará nesse. Quando muito meia dúzia dos poucos comunas que ainda restam poderão paralisar as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, impedindo muita gente, nomeadamente os mais pobres, de ir trabalhar. Ou seja, os do costume a prejudicar, como sempre, os que mais precisam. Nada que incomode os mentores destas iniciativas, que têm tanto apreço por quem trabalha como o Ventura pelos ciganos. No restante país a vida continuará, como sempre, indiferente aos entusiasmos revolucionários. Na instituição onde trabalho o único sinal de greve será, quando muito, a presença pela manhã de dois ou três sindicalistas à porta do edifício. E, mesmo assim, por pouco tempo que eles não são parvos e o sindicalismo não lhes põe o pão na mesa. Como dizia o outro: “a luta é muito bonita, mas convém ser só até à bucha. Depois tenho mais que fazer”.

17 comentários:

  1. Estaremos próximos da greve às greves.

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  2. Boa tarde
    Nada de novo. Apenas uma raiva espumante anticomunista.
    Mas esteja sossegado os anticomunistas e os governos ainda hão de decretar que greves só a 31 de Fevereiro.
    Zé Onofre

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  3. Sim, sou democrata e por consequência sou profundamente anti comunista, anti fascista e anti a tudo o que soa a ditadura. A existência de espécimes que defendam estas parvoíces só me aborrece quando me pretendem impor as suas ideias parvas. Desde que o façam no respectivo quintal, tudo bem.


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  4. Boa noite
    Ninguém lhe que impor ideias e muito menos parvas.
    Agora que o seu discurso escorre espuma de raiva Salazarista anticomunista, isso espuma.
    Talvez se fosse mais moderado nos seus textos, os comentários também o fossem.
    Zé Onofre

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  5. O mundo mudou e há quem insista em não perceber. A chatice é que a realidade não se ajusta à medida da retórica dos activistas de serviço na comunicação social.

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  6. Em qualquer greve, os prejudicados são quem menos culpa tem no estado das coisas que os pseudo revolucionários dizem estar mal.
    Tenhamos, no entanto, em atenção às alterações que o governo quer introduzir nas leis laborais.
    Cumprimentos, caro KK.

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  7. "Salazar" é uma palavra que a propósito de tudo e de nada jorra da boca de extremistas de direita e de esquerda. Alguma razão haverá para esta coincidência de discurso.

    Sim, sou radical contra as ditaduras. Sejam elas fascistas, do "proletariado", religiosas ou o que fôr. Individualmente não tenho nada contra ninguém e discuto estas coisas amigavelmente com muitos deles sem afectar a relação de amizade ou de respeito mutuo que mantemos, reconhecendo sempre a liberdade de cada um pensar como muito bem entende sem impor as suas ideias aos demais.

    Quanto ao resto, certamente fará o favor de ter em conta que terei algum conhecimento ou informação acerca dos assuntos que aqui abordo. E, finalmente, garanto-lhe que não embarco em propagandas. Venham elas de onde venham. Só caí uma vez nessa esparrela, mas estávamos em 1975 e ainda era um miúdo.

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  8. Boa tarde
    Eu não faço propagandas, apenas digo o que sinto, tentando respeitar todos. O que me incomoda são discursos que não respeitem o pensar dos outros sem descerem aos lugares comuns dos argumentos que argumentos não são, senão frases feitas ditas como verdades.
    Zé Onofre

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  9. Via ser o costume: funcionários públicos a fazer greve e os privados a trabalharem e a verem como minoram os impactos nos transportes e nos serviços que precisam. Beneficiam os Ubers, Flixbus e outros privados, bem como os hotéis para os muitos que vão fazer ponte. Os sindicatos precisam de fazer prova de vida e justificar as quotas, mesmo não havendo proposta final das leis que criticam.

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  10. Sem duvida. Não diria melhor.

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  11. "lugares comuns dos argumentos que argumentos não são, senão frases feitas ditas como verdades." É isso mesmo que o Zé Onofre faz quando fala de Salazar e de anticomunismo.

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  12. Se calhar as cem alterações de que se tem falado não serão todas necessárias e algumas serão mesmo perigosas no equilibrio da relação entre empregado e empregador. O que não pode continuar - quer dizer, poder pode e irá continuar porque ninguém tem tomates para alterar a situação - é umas quantas centenas de pessoas impedirem um milhão de ir trabalhar. Paralizar os transportes, por exemplo, não devia ser permitido. São os mais pobres que precisam deles.
    Nesse dia será um país a duas velocidades. Ou melhor, parado nas zonas de Lisboa e Porto e um dia perfeitamente normal no restante país. É o que dá não precisarmos de transportes para ir trabalhar.

    Cumprimentos, caro António.

    C

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  13. Boa noite
    «Tenho dificuldade em perceber o alarido que por aí anda por causa da greve, supostamente geral, que o Partido Comunista resolveu promover»
    «Quando muito meia dúzia dos poucos comunas que ainda restam poderão paralisar as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, impedindo muita gente, nomeadamente os mais pobres, de ir trabalhar.»
    «E, mesmo assim, por pouco tempo que eles não são parvos e o sindicalismo não lhes põe o pão na mesa.»
    - Tudo frases feitas, ou se preferir frases lançadas sem fundamento algum.
    Outro aspecto que encontro no seu texto é o abuso depreciativo que costuma usar para descredibilizar os que pensam diferente : "comunas"; Eos do costume"; "os mentores";
    Finalmente desrespeita todos os trabalhadores que não sendo comunistas, fazem greve, como se ser comunista seja uma doença perigosa eque se transmite por contacto.
    Penso que estamos conversados,
    Boa noite,
    Zé Onofre


    Zé Onofre

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  14. "como se ser comunista seja uma doença perigosa eque se transmite por contacto." Bem se esforçam, mas não é. E fique com mais um frase feita, podem afirmar-se o partido dos trabalhadores, mas os trabalhadores não querem nada com o vosso partido.

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  15. Boa tarde
    Como já tinha dito "estamos conversados" hesitei bastante em responder a mais esta sua tirada.
    1º Para lhe dizer que não fui e não sou do PCP, mesmo comunista não sei se serei.
    2º Não sendo o PCP um partido de trabalhadores, há uma diferença entre ser dos trabalhadores (que se entende ser a totalidade), movimenta muito mais trabalhadores do que os seus militantes. Não entendo tanto alarido pela greve Greve da CGTP (de que muitos filiados são do PCP) e da UGT (formada nos gabinetes do PS,PPD e CDS) a que agora insulta chamando-lhes comunistas, movimenta tantas linhas e palavras assanhadas contra ela?
    E agora, sobre este assunto, estamos conversados de vez.
    Zé Onofre

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  16. Churchill terá dito que "nunca tantos deveram tanto a tão poucos". Por cá, estas greves convocadas pelo PCP são o contrário, porque sempre são poucos os que prejudicam tantos, abusando da sua ligação a um patrão que não tem rosto. O alvo destas greves nunca é o patrão mas o país. Vai sendo tempo de varrer estes resquícios do PREC.

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  17. O País e uma parte significativa dos portugueses não podem continuar refens das estratégias politicas de um partido que representa 3% do eleitorado. Parece-me muito pouco democrático.

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