terça-feira, 1 de julho de 2025

Inclusão à base do coice

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A “equitação como ferramenta de inclusão social”, era a legenda que acompanhava a exibição de uma reportagem televisiva num daqueles programas dos canais generalistas destinados um público que, aquela hora, usa a televisão para fazer ruído de fundo. Desconheço – isto, obviamente, num contexto “social”, e sublinho social, o que exclui outra apreciação doutro âmbito, nomeadamente terapêutico – de que forma montar a cavalo inclui alguém socialmente. Nem, a bem-dizer, estou interessado em saber. Quando muito a convivência com as bestas poderá apenas permitir-nos tolerá-las melhor ou, ao contrário, acentuar o aborrecimento que nos causam. Já montá-las, às bestas, envolverá alguns riscos. Aquilo é coisa que está sempre com os cascos levantados e pronta a mandar os aparelhos ao ar. Por mim, prefiro distância. Das bestas e dos “inclusores” sociais. Passe a repetição.

8 comentários:

  1. Anónimo12:58 p.m.

    Acho que é mais do tipo, assim conhecem alguém que há lá na terra deles.

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  2. Afinal, quem é que se pretende inserir nessa 'praxe'? O cavalo ou o cavaleiro?
    Dominar a arte de bem cavalgar toda a sela, é considerado inclusão social?
    É mandar cavalos selvagens para serem domados pelos tais inclusores e fica tudo pronto para o mercado de trabalho...Ou, então, eu acho é que não percebi foi nada

    Saudações!

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  3. Boa sentença!
    Assim como assim, uma boa ferramenta para a inclusão social ainda é o trabalho. Mas o que não falta é gente a excluir-se. Causa-me sempre uma certa coceira o paradoxo de um país que diz ter 6 ou 7% de desemprego e simultaneamente diz que precisa de imigrantes com fartura para trabalhar. Assim como assim, ainda é mais fácil perceber as bestas.

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  4. Algo me traz preocupada e tenho que lhe o dizer:
    Porque será que as pessoas que cá vinham
    deixaram de aqui aparecer?
    Será que viram em mim uma hipotética concorrente?
    Mas porquê - se eu apenas digo, parvoíces, como toda a gente?

    Se for preciso desando e vou pregar para outra freguesia.
    Não quero a ninguém fazer sombra, gosto muito da sincera harmonia!

    Posso e espero estar enganada, por vezes, sinto-me intimidada
    por pensar que, sem o querer, os educados anfitriões pensam, mas não me o querem dizer...

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  5. Pelo menos ficam a conhecer o cavalo...

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  6. Essa coisa da inclusão causa-me urticária...

    Bom fim de semana!

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  7. Ora aí está...Mas "trabalhar faz calos", já dizia a minha avó.
    Ainda que eses 6 ou 7% de desempregados fossem postos a trabalhar precisariamos de imigrantes. Estou é como o outro, precisamos de gente, mas não de certo tipo de gente.

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  8. Este é um espaço de opinião. A minha. Haverá quem concorda e quem não concorda. É a vida, cada um vê-a à sua maneira e a discordância dentro da urbanidade é perfeitamente salutar.

    Quanto a ausências...a minha, passe a imodéstia, é a mais relevante e nos ultimas semanas outros afazeres têm ocupado quase todo o tempo pós-laboral.

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