
A “equitação como ferramenta de inclusão social”, era a legenda que acompanhava a exibição de uma reportagem televisiva num daqueles programas dos canais generalistas destinados um público que, aquela hora, usa a televisão para fazer ruído de fundo. Desconheço – isto, obviamente, num contexto “social”, e sublinho social, o que exclui outra apreciação doutro âmbito, nomeadamente terapêutico – de que forma montar a cavalo inclui alguém socialmente. Nem, a bem-dizer, estou interessado em saber. Quando muito a convivência com as bestas poderá apenas permitir-nos tolerá-las melhor ou, ao contrário, acentuar o aborrecimento que nos causam. Já montá-las, às bestas, envolverá alguns riscos. Aquilo é coisa que está sempre com os cascos levantados e pronta a mandar os aparelhos ao ar. Por mim, prefiro distância. Das bestas e dos “inclusores” sociais. Passe a repetição.
Acho que é mais do tipo, assim conhecem alguém que há lá na terra deles.
ResponderEliminarAfinal, quem é que se pretende inserir nessa 'praxe'? O cavalo ou o cavaleiro?
ResponderEliminarDominar a arte de bem cavalgar toda a sela, é considerado inclusão social?
É mandar cavalos selvagens para serem domados pelos tais inclusores e fica tudo pronto para o mercado de trabalho...Ou, então, eu acho é que não percebi foi nada
Saudações!
Boa sentença!
ResponderEliminarAssim como assim, uma boa ferramenta para a inclusão social ainda é o trabalho. Mas o que não falta é gente a excluir-se. Causa-me sempre uma certa coceira o paradoxo de um país que diz ter 6 ou 7% de desemprego e simultaneamente diz que precisa de imigrantes com fartura para trabalhar. Assim como assim, ainda é mais fácil perceber as bestas.
Algo me traz preocupada e tenho que lhe o dizer:
ResponderEliminarPorque será que as pessoas que cá vinham
deixaram de aqui aparecer?
Será que viram em mim uma hipotética concorrente?
Mas porquê - se eu apenas digo, parvoíces, como toda a gente?
Se for preciso desando e vou pregar para outra freguesia.
Não quero a ninguém fazer sombra, gosto muito da sincera harmonia!
Posso e espero estar enganada, por vezes, sinto-me intimidada
por pensar que, sem o querer, os educados anfitriões pensam, mas não me o querem dizer...
Pelo menos ficam a conhecer o cavalo...
ResponderEliminarEssa coisa da inclusão causa-me urticária...
ResponderEliminarBom fim de semana!
Ora aí está...Mas "trabalhar faz calos", já dizia a minha avó.
ResponderEliminarAinda que eses 6 ou 7% de desempregados fossem postos a trabalhar precisariamos de imigrantes. Estou é como o outro, precisamos de gente, mas não de certo tipo de gente.
Este é um espaço de opinião. A minha. Haverá quem concorda e quem não concorda. É a vida, cada um vê-a à sua maneira e a discordância dentro da urbanidade é perfeitamente salutar.
ResponderEliminarQuanto a ausências...a minha, passe a imodéstia, é a mais relevante e nos ultimas semanas outros afazeres têm ocupado quase todo o tempo pós-laboral.