Ridículo. Assim de repente é o mais simpático que me ocorre para me referir ao debate e aprovação no parlamento da lei “anti-okupa”. Cada qual, da esquerda à direita, mais tótó que o parceiro do lado. Para o coisinho do Livre é uma perda de tempo injustificável. Segundo aquela libelinha, no ano passado terão ocorrido apenas duzentas e vinte e três ocupações de casas. Número que não justificaria, segundo o alarve, que o assunto fosse debatido, quanto mais objecto de uma alteração penal. É capaz de ter razão. Pensando melhor, nem sei para que se anda a legislar sobre homicídios e isso. No ano que passou foram apenas cento e doze e nos anteriores nem chegaram a cem. Ora, sendo uma coisa tão rara, não se justifica que se façam leis a desmotivar o assassinato.
A esquerda, no seu conjunto, votou contra. Não surpreende. Para além de achar desnecessário, toda a gente sabe que está sempre do lado dos bandidos. É nestas alturas que me lembro daquele poema do comuna Ary, cantado pelo comuna Tordo, “Teremos por certo/os gostos trocados/detesto os bonzinhos/adoro os malvados”. Estava, o poeta, cheio de razão. Tantos anos depois ainda não se cansaram de estar do lado errado. Eles, porque o respectivo eleitorado já se fartou de os aturar.
Por fim a direita. A proposta do Chega, aprovada pela IL e AD, estipula um prazo de quarenta e oito horas para desocupação do imóvel. Uma estupidez. Dão tempo aos meliantes para deixarem tudo em cacos. Danos que, obviamente não pagarão. É mais ou menos a mesma coisa que roubarem-me o carro ou a carteira e o ladrão ter dois dias para mos devolver. Depois, claro está, de esturrar o dinheiro e dar uma voltas à pala.
Diz-se que em Espanha têm sido divulgadas as localizações de habitações apenas ocupadas sazonalmente, pertencentes a políticos de esquerda que consideram a ocupação uma atitude legitima. Parece-me que, também por cá, há quem esteja mesmo a pedi-las. Quiçá, até, com um âmbito mais abrangente.
Subscrevo tudo o que disseste porque penso o mesmo!
ResponderEliminarBeijos e um bom dia
Mas era necessário criar uma lei para isso.
ResponderEliminarNão existia nada que condene a usurpação, o roubo e a posse de bens que são de outros?
Completamente desnecessário. Eram postos na rua na hora e depois se achassem que os seus direitos estavam em causa, recorriam à justiça. A lei actual prevê exactamente o contrário. Ou, pelos, é interpretada assim.
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