domingo, 6 de julho de 2025

Divulgar o nome de quem se aposenta e o valor da respectiva pensão é legal?

Para verbalizar o que pensa acerca da imigração, André Ventura leu na Assembleia da República um conjunto de nomes – apenas o primeiro, sublinhe-se - de alunos estrangeiros que, garantiu, frequentam uma escola de Lisboa que não identificou. O que torna absolutamente impossível de identificar seja quem for. Apesar disso o discurso do cavalheiro provocou, dentro e fora do parlamento, as mais inusitadas reacções. Uma deputada desatou a chorar e sucederam-se acusações absolutamente escabrosas sobre a violação do RGPD por o nome das criancinhas estar a ser publicamente divulgado. Coisa que, disse e escreveu muita gente que tinha por ajuizada, constituirá uma espécie qualquer de crime de divulgação de dados pessoais.


Pouco me importa o que disse o deputado Ventura. Menos ainda o choro da deputada do partido dos tótós. Não quero, igualmente, saber da opinião de ninguém acerca da imigração. Tenho a minha e, mesmo essa, não importa nada para o caso. O que me aborrece neste episódio é a condenação dos “nomes das crianças” como argumento para o combate político quando qualquer jumento percebe que Pulquéria, Hermengarda ou Libório, por si só e dito naquelas circunstâncias, não constitui nenhuma maneira de identificar quem quer que seja.


Contudo nem a deputada chorona nem mais ninguém se importa que, diariamente, sejam identificadas pessoas no Diário da República com o nome completo e respectivo vencimento. Igualmente a Caixa Geral de Aposentações divulga publicamente, no inicio de cada mês, a lista de aposentados e valor da respectiva reforma e ninguém acha que isso é um crime. Desconfio que estes procedimentos são SUBSTANCIALMENTE mais graves e constituem uma violação da privacidade muito maior do que dizer que o Farid, o Kaim e o Mustafá frequentam uma escola em Lisboa. Mas, para a cambada de javardos que insistem em dar um protagonismo desmesurado ao actual líder da oposição, nada disso importa. Afinal eles só se importam com um português. O Ventura. Depois admiram-se que os portugueses também não se importem com eles.

6 comentários:

  1. Pode-se atribuir ao Ventura e aos seus uma tempestade de "raios e coriscos", mas que mais não seja, encontro ali uma virtude, a de tendencialmente acabar com esses deputados e deputadas choronas. Começam a estar a mais no Parlamento, não porque não tenham legitimidade legal, que têm, decorrente do simgular método de Hondt, mas pela simples e entendível razão de que já poucos representam. No resto, de facto não lembra ao diabo que os nomes ali referidos, por mais exôticos que nos pareçam, tivesse constituído qualquer desrepeito pela privacidade. E isso vale tanto para o Farid como valeria para o Manuel ou para a Maria. Haja paciência!

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  2. Anónimo11:22 a.m.

    Isso só vem comprovar (o que já estava comprovado) que eles só querem saber do que não interessa para nada. Ainda ontem vi um vídeo da Mariana Mortágua a explicar como funciona o IRS e os escalões de IRS, o vídeo até está muito bom, mas para meu espanto não entendi como é que para ela uma descida do valor a ser tributado no IRS das pessoas é uma coisa má, enfim só mesmo a esquerda para fazerem figuras parvas.

    Mas voltando ao assunto, nas escolas há professores pedófilos a lecionar, há lá trafego de droga, há alunos que não se comportam devidamente e não cumprem com as regras, há falta de professores, há professores sobrecarregados, há professores a sofrer violência, e outros problemas graves, mas o escândalo é o André Ventura a ler o (primeiro) nome de imigrantes na assembleia da republica.
    Quando aparentemente está a ser cometido um erro por parte da direita, lá vem a esquerda fazer ainda pior.

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  3. Respondendo à sua questão, eu, que só sei que nada sei, dir-lhe-ia que se é legal, não sei. No entanto, se é, não deveria ser! Onde fica o direito ao sigilo?

    Saudações que, sem serem sigilosas, são, pela minha parte reformadas, por justa causa.

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  4. Paciência é coisa que cada vez mais me falta para aturar os iluminados que, apesar de amplamente minoritários, acham que têm um mandado divino qualquer para mandar no país. Ou isso ou um conceito deveras preocupante de democracia. Ontem mandaram uns, hoje mandam outros e no futuro outroa mandarão. É a vida. Não gostam? Vão para Cuba, que lá mandam sempre os mesmos. E já não digo para a Rússia ou para a Palestina porque aí o mais certo era escorregarem de uma varanda ou acertarem com a cabeça numa bala.

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  5. Ouvir as criaturas de esquerda falar sobre impostos, nomeadamente o IRS, causa-me urticária. Para essa escumalha quem ganha mil euros é rico!

    Por mim, que espero nunca viver num país governado pelo Ventura, dá-me um certo gozo a irritação que o homem provoca no esquerdume. E, igualmente, aprecio a superioridade moral que muitos indigentes mentais tentam exibir quando se referem aos que votaram no Chega. Gente que até votou no Sócrates, imagine-se, a criticar as escolhas eleitorais de outros... assim a vida de humorista fica dificil!!!

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  6. É legal e a Caixa Geral de Aposentações faz isso todos os meses. No respectivo site, no Diário da Republica e é replicado em inúmeros locais na internet a lista mensal de aposentados com nome completo e valor da pensão de aposentação. Já eu, no meu local de trabalho, não posso deixar a folha de vencimentos do pessoal em cima da secretária enquanto vou beber um café não vá alguém espreitar...E depois não querem que se diga que isto é um país de malucos.

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