São tempos estranhos, estes. Tão estranhos que existem pessoas – poucas, mas barulhentas – que insistem em proclamar para quem quer ouvir e sem qualquer ponta de pudor, que um autarca não deve fazer cumprir a lei. Outras, sem um pingo de vergonha na cara, não se coíbem de justificar a legitimidade da ocupação da propriedade alheia, a construção ilegal de barracas e o furto de agua, luz ou comunicações. Pondo, com este comportamento, em causa o acesso a estes serviços daqueles que os pagam. Pode ser muito bonito defender os probrezinhos. Fica bem dar ares de bonzinho e de quem se preocupa com aqueles que não têm, pelos mais diversos motivos, condições para viver numa casa a sério. Mas podiam fazer mais. Acolhe-los em casa, por exemplo. Ou, sei lá, convencer uma avó, tia reformada ou um vizinho com os pés para a cova a vir morar na casa de família que têm fechada na província e arrendar a sua aos moradores com que tanto se preocupam. A preços justos, claro. Daqueles que as pessoas possam pagar, como essa malta gosta de dizer. Isso é que era. Ou, em alternativa, arranjar-lhes um espaço lá em casa. Que isto, já dizia a minha avó, onde cabem dois ou três também cabem cinco ou seis. Não são gajos para isso, obviamente. A generosidade deles só existe se o dinheiro envolvido for o dos outros.
Só se lembram de quem vive em barracas no momento da sua demolição. Os pseudo bonzinhos no resto do tempo esquecem-se dessas pessoas. Normalmente é pessoal de esquerda...
ResponderEliminarA vida de autarca não é fácil, seja qual for a cor política vigente.
ResponderEliminarEu, no lugar do autarca de Loures, na posse de toda a informação necessária, tomava a decisão adequada.
Ahhhh, e mudava de nome: passava a chamar-me Rafael Águia.
Bom dia de domingo, caro KK.
1- pergunto:o terreno pertence a quem?
ResponderEliminar2- O autarca ofereçe ou ajuda com 1 ou 2 meses de renda e quer que procurem casa.
3- Muitos dos despejados trabalham e quando regressaram viram tudo destruido!
4- Agora só fazem casas e hóteis.
5-Com o ordenado minimo nacional conseguirias alimentar a família e teres casa ,àgua e luz?
sou totalmente contra o despejo sobretudo como o fizeram
Beijos e um bom domingo!
Eu não queria era estar no lugar dele!
ResponderEliminarMissão espinhosa essa!!
Bom Domingo.
Saudações, sem preocupações.
O pessoal de esquerda antes era contra as barracas, agora é a favor. Vá lá perceber-se esta gente. Depois admiram-se que o pessoal vote noutros...
ResponderEliminarEle tomou a decisão adequada. De um autarca não se pode esperar outra coisa que não o cumprimento da lei.
ResponderEliminarMesmo que não mude para Àguia acho que já pode cantar Vitória.
Cumprimentos, caro António.
O autarca tomou a atitude certa. Fez o que devia ser feito. Aliás, se não o fizesse daqui por uns tempos seria acusado de permitir a construção de um bairro de lata...
ResponderEliminarEste é mais um caso em que a comunicação social manipula a opinião pública. O comportamento de jornalistas e comentadores é, neste aspecto - e noutros também, diga-se - igualzinho ao Chega. Para mim, estão bem uns para os outros. Pior do que mentir é dizer apenas meias-verdades e quem estiver atento percebe que é o que tem sido feito relativamente a este caso.
Quanto ao Salário Minimo Nacional...se tens estado atenta aos meus muitos posts acerca desse tema sabes o que penso quanto a isso. Ando há anos a escrever que os sucessivos aumentos do SMN apenas servem para nos empobrecer a todos. Sem aumento da riqueza produzida não adianta de nada. O SMN até podia passar por decreto para 5 000 euros mensais. Continuaria a valer o mesmo que hoje. Ou, provavelmente, até menos.
Soluções para isto? Obviamente que não tenho. E também não me aperece estar para aqui para grandes considerações filosóficas. Recomendo-te que vejas o que disse acerca deste caso em concreto o socialista Sérgio Sousa Pinto. Uma das rarissimas vozes lucidas nas Tv's portuguesas.
Cumprimentos
Nem eu, mas quem é eleito tem de tomar decisões. Legais, de preferência. E esta, para além de legal, era inevitável. Caso contrário daqui por uns meses existiria ali um problema muitissimo maior.
ResponderEliminarCumprimentos
Obrigada amigo e fiquei mais esclarecida!
ResponderEliminarBeijos e uma boa tarde
Bem à velha maneira portuguesa, paga-se por ter cão e por não o ter.
ResponderEliminarNo geral o autarca agiu como tinha que agir. Ou há lei e regras ou não. Se começa a haver excepções à lei ou dela a fazer-se tábua raza, mesmo que aparentemente por supostos princípios de humanismo, então entre-se uma anarquia porque aplicada para uns e contemporizada ou mesmo desobrigada para outros.
Isto já não vai lá com paninhos quentes. Confesso que não sei onde isto vai parar.
Nisto da habitação, em Loures e em todo o lado, só acho mal que o Estado e os municipios não mandem vir casas pela Amazon. Diz que aquilo não é caro e montam-se num piscar de olhos.
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