
Também nesta fotografia, à semelhança da que ilustra o post anterior, podemos observar uma intervenção artística em meio urbano. Parece, até, obra do Bordalo II. Mas não será. Deve ser coisa de outro artista qualquer. Menos afamado, por certo. Por mim, que de artes pouco percebo, chamaria a esta criação “a aparência da desarrumação”. Os objectos, dispostos de forma aparentemente aleatória em torno de uma fonte, podem dar uma aparente ilusão de caos. Só que não. Tudo aquilo gira – na verdade estão quietos, mas isso para o caso não interessa nada – em torno do fontanário. Seco, tal como todos os “bazaréus” espalhados em seu redor. O autor tenta transmitir-nos a ideia de vazio, de indiferença e de aridez enquanto mescla com sucesso o antigo e o contemporâneo. A embalagem de cartão virada ao contrário pode levar o espectador menos atento a pensar que ficou ali por esquecimento. Pois que se desengane. Ela remete-nos para a transitoriedade da desarrumação e para a efemeridade da arrumação. Ou como quase sempre acontece nisto da cultura, para iludências que aparudem.
A mim parece-me mais uma acção de despejo com os trastes fora de portas.
ResponderEliminarSe assim for fico com pena do/a desalojado. Para ser Ate está tudo muito amontoado... Enfim, seja que for precisa de organização.
Boa semana.
Em pleno Centro Histórico. Sem palavras!
ResponderEliminarNão há fiscais?
Boa descrição dessa "arte". Tem jeito.
ResponderEliminarA mim cheira-me a um conjunto de artefactos "surripiados" por essas bandas e aí em montra para venda.
Por cá, de há tempos, que pias em granito e outros objectos que cheirem a antigo, mudam de mãos pela calada da noite para depois adornarem quintas e quintinhas rústicas, como se fossem museus etnográfico.
Deve ser coisa de alguém que está à espera que as viaturas sejam bem estacionadas para poder arrumar os bibelôs com deve ser.
ResponderEliminarCumprimentos, caro KK.
Parece-me mais que alguém tinha canquilhada em cada e depositei no largo.
ResponderEliminarLá está essa coisa das "iludências"...muitas vezes "aparudem"!
ResponderEliminarCumprimentos
"Não há pessoal"!
ResponderEliminarNão consigo confirmar, mas não me admirava se o seu comentário andasse próximo da verdade...
ResponderEliminarÉ mais a ideia que "isto é tudo nosso"...
ResponderEliminarCumprimentos, caro António.
Excesso de stock, se calhar...
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