quinta-feira, 22 de maio de 2025

Cada qual sabe dos seus precisos...

De acordo com um estudo divulgado por estes dias, três em cada cinco portugueses não têm dinheiro para as necessidades básicas. Assim de repente, a primeira coisa que me ocorreu foi culpar as políticas socialistas dos últimos trinta anos. Mas, após um segundo olhar para as conclusões dos estudiosos, deu-me para desconfiar. Se calhar não é bem assim. Ou, como diria o camarada Raimundo, o problema não esse, concluindo que as necessidades básicas do povo têm que ser satisfeitas pelo Estado.


Por mim, reitero, desconfio destes estudos manhosos e, principalmente, das manhosices de quem os faz. A começar por essa coisa das “necessidades básicas”. O que constitui uma necessidade para uns, não constituirá para outros. Acredito que emborcar cervejas, meter cenas para a veia ou viajar para destinos exóticos possa ser uma necessidade do mais básico que há. Até para muitos falidos.


Depois o dinheiro. Ou a falta dele. Nunca existiu tanto dinheiro em depósitos a prazo e em certificados de aforro como agora. E isto não não estudos nem opinião, são dados mensuráveis. Ora estes métodos de poupança não são opção para gente rica. Esses investem noutras coisas. Ou, se calhar, põem-no ao largo. Logo, se calhar, não haverá assim tanta dificuldade em poupar, porque o dinheiro depositado nos bancos ou emprestado ao Estado tem de pertencer a alguém.


Que há pessoas a viver com dificuldade em matéria de graveto, há. Sempre houve e sempre haverá. Mas, felizmente e apesar das mal-feitorias que têm feito aos portugueses, não estamos tão mal como nos querem fazer crer. As pastelarias, os cafés, as manicuras, as lojas de tatuagens, as agências de viagens, os pontos de venda das raspadinhas não me deixam mentir.Esses e outros.

7 comentários:

  1. Manuel da Rocha10:05 p.m.

    Os certificados captaram dinheiro, dos depósitos, a prazo.
    No caso dos dados bancários, 90%, do valor, que aparece como sendo "Depósitos", são dos PPR, depósitos complexos e derivados. Esses sim, investimento dos ricos (e de quem possa pagar 18000 euros, anuais, para o PPR).
    Depois, há as empresas e investimentos, em bolsa. Nesta última década, milhões de empresas, europeias, foram criadas, para manipular o mercado. A XTB, é um exemplo, que se modernizou. O que fazem é juntar 8000000 investidores, cada um paga 500 euros, a empresa compra/vende, acções, derivados e operações futuras, criando um pacote, que valoriza/desvaloriza. Ora quando valoriza, a empresa recebe 50000%, do que valorizou (pois venda-revenda, paga comissões, à empresa, mesmo sendo a empresa a fazer as operações). O mesmo para os "influencers", que dizem "Ganhei 870000 euros, só em dividendos, com 500 euros investidos. Comprei um Ferrari, por 250000 euros, fui a Bali, por 6 meses, onde gastei 500000 euros, o resto foi para pagar jantares, a amigos e investidores." Depois, vendem coaching a 170 euros, por hora ou 25000 euros, por uma "coaching session", de 2 horas, para uma plateia.

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  2. Anónimo5:49 p.m.

    Mais um que se esquece de tomar a medicação todos os dias.

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  3. Não sei porquê, mas desconfio do rigor dos seus números...

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  4. Também há medicamentos que causam confusão...

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  5. Por falar em políticas socialistas (neste caso nos últimos 10 anos mais ou menos ) :

    Burcas nas ruas, mesquitas a nascer e queixas de insegurança: na Tapada das Mercês, o Chega venceu num caldeirão multicultural. Muitos votaram sem conhecer o programa, mas querem “mudança”.

    https://sol.sapo.pt/2025/05/26/nao-tenho-casa-eles-vao-ter-uma-mesquita-revolta-explica-vitoria-do-chega-em-sintra/

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  6. O programa, para os eleitores do Chega, importam pouco. E, justiça seja feita, para os dos outros partidos também.

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  7. Claro que sim. O que conta mais é a realidade (e sabemos que muitos continuam a fazer por ignorá-la,daí grande parte de eleitorado insistir em votar de certa maneira) vejamos, isto nas Merçês mas uma realidade por todo o lado ou quase :

    Burcas nas ruas, mesquitas a nascer e queixas de insegurança: na Tapada das Mercês,o Chega venceu num "caldeirão multicultural " (palavras escolhidas pelo/a escriba do jornal Sol e por vezes até acertam nas palavras usadas não é? )

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