sexta-feira, 2 de maio de 2025

Prioridades. Cada um tem as suas...

Cada qual gasta o dinheiro que tem – ou, até mesmo, o que não tem – naquilo que muito bem lhe apetecer. Não tenho nada a ver com isso, desde que não me peçam emprestado. Nem tenho eu nem tem ninguém. O que acho verdadeiramente extraordinário é haver gente que esturra – muito legitimamente, reitero – os seus proveitos em coisas supérfluas ou futilidades e depois se queixe das dificuldades da vida, atirando quase sempre a culpa para terceiros. Seja o governo, o patrão ou outros malandros quaisquer que os impedem de ter aquilo que ambicionam.


Por estes dia, no maior evento que se realiza cá no sitio, não há tasca, tasquinha, roullote, restaurante ou o que seja que venda comes e bebes de qualquer natureza que não esteja a abarrotar. E são incontáveis os espaços desse tipo de negócio em todo o recinto. Ainda bem que é assim e nem é isso que está em causa. Lamentável é que, provavelmente, muita dessa malta, enquanto emborca uns canecos e degusta uma qualquer iguaria, queixa-se da dificuldade em pagar as contas e indigna-se com os especuladores que exigem mundos e fundos pelas casas que vendem ou arrendam.


São muito engraçados, eles. Esturram o seu dinheiro como muito bem querem, mas criticam os outros pela forma como o ganham. Ouvir algumas conversas trouxe-me à memória um autocolante, do tempo do PREC, que ostentava uma frase que dizia algo deste género: “Tens inveja? Trabalha, malandro!”. Continua a fazer sentido.

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