Há um ano atrás, mais dia menos dia, sucediam-se as declarações de gente da área do PS e do Chega a reivindicar para os respectivos partidos a paternidade da alegada redução de IRS acabada de aprovar. Nomeadamente naquela parte em que se vangloriavam de ter obrigado o governo a abandonar a sua ideia inicial – que previa um alivio fiscal para a classe média – e a colocar em prática as medidas da oposição no sentido de, segundo eles, aliviar quem ganha menos.
Chegados à entrega da declaração anual há quem esteja a constatar com espanto, horror e muita indignação à mistura que afinal essa coisa da redução de IRS foi uma refinada aldrabice. Da qual nenhum dos aldrabões acima mencionados assume a culpa. Preferem culpar o governo por, na atualização das tabelas de retenção, dar dois meses de “borla” fiscal. O que fez, como é óbvio, diminuir a devolução aquando do acerto de contas. E nisto, já dizia a minha avó, quem o come em chibo não o come em bode.
Não fosse a iliteracia financeira, desinteresse por estes assuntos e manifesta ignorância dos portugueses e isto não passaria de um não assunto. Nas actuais circunstâncias não “receber o IRS” é um drama para muita gente. Embora dê jeito aos políticos – da oposição e do governo – a verdadeira tragédia é que os eleitores não percebam que ninguém “recebe irs” nem, pior ainda, que o imposto sobre o rendimento constitui um roubo inqualificável, uma das maiores injustiças que se faz a quem trabalha e, talvez, uma das maiores causas para o fraco crescimento económico do país. Mas que importa isso num país de invejosos e onde mais de metade dos habitantes nem sabe o que são impostos?
Para mim não foi novidade embora não tenha recebido o bónus que falas! Recebi menos mas antes isto do que pagar mais!
ResponderEliminarDão com uma mão e tiram com a outra e este governo é imensamente olha não digo porque estou farta de corruptos e políticos a ganharem o que não mereciam!
Beijos e um bom dia
O IRS é uma das maiores injustiças que se pratica em Portugal. As taxas praticadas são um roubo e a carga fiscal é devastadora. Depois admiram-se que as pessoas fujam ao fisco o mais que podem!
ResponderEliminarBom fim de semana.
A ignorância é transversal em várias matérias (não só no IRS e afins) e os média têm grande responsabilidade nisso. Vejamos por exemplo o seguinte artigo "rigoroso" e "bem" estruturado a respeito de sondagem presidencial:
ResponderEliminarSondagem. Mais de 60% dos portugueses admitem votar em Gouveia e Melo
4 Abril 2025(artigo não revisto desde ontem, portanto...devo ser eu que não sei ler sondagens)
Em segundo lugar surge Luís Marques Mendes, com 44% das intenções, seguido de António José Seguro (33%) e António Vitorino (27%).
https://eco.sapo.pt/2025/04/04/sondagem-mais-de-60-dos-portugueses-admitem-votar-em-gouveia-e-melo/?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques
Sim, a ignorância é transversal, mas no que diz respeito aos impostos isto mete dó.
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