segunda-feira, 7 de abril de 2025

Candidatos taberniculas

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Quase me arrisco a escrever que todas as terras do interior do país, nestes quase cinquenta anos de poder local democrático, tiverem pelo menos um Presidente de Câmara que em altura de eleições percorria as tabernas todas do respectivo concelho. Alguns mantiveram essa salutar prática depois de eleitos. Mesmo em tempos mais recentes não faltam seguidores desses métodos. Embora o conceito de tasca tenha evoluído ao longo anos e as espeluncas onde os candidatos emborcavam uns copos se tenham transformado em antros mais finórios, o conceito é o mesmo. E o eleitor continua a gostar. Evidências disso são mais que muitas. As autárquicas estão aí e não me enganarei muito se vaticinar que nos iremos deparar com a existência de um número significativos de candidatos rubicundos.


O apreço por este modelo de campanha parece estar a estender-se às eleições de âmbito nacional. Pelo menos entre alguns desgraçados. Se a escolha for feita em função da copofonia não se me afigura que nenhum dos potenciais lideres partidários tenha grande futuro. Desconfio até que seria necessária uma coligação amplamente abrangente – da extrema esquerda à extrema direita – e mesmo assim não sei se davam para “armar o xito”. Isto por comparação com os modelos autárquicos que sobejamente conhecemos, claro.

3 comentários:

  1. Por mim não deveriam haver campanhas para as eleções um gasto absurdo!
    Beijos e um bom dia

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  2. São os custos da democracia. Mesmo que elevados são sempre mais baratos do que os de uma qualquer ditadura!

    Cumprimentos

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  3. Para muitos resulta ver os candidatos nas tascas e tasquinhas. Mas esquecem que eles quando chegam a casa, tomam um banho demorado, porque as tascas tendem a cheirar a jaquinzinhos e a outros odores que não ligam com gente fina.

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