segunda-feira, 25 de março de 2024

Cofres cheios é péssimo, excedente é óptimo...

Diz que há para aí um excedente, seja lá isso o que for. É, pelo menos, o que todos – de repente toda a gente passou a perceber destes assuntos - andam a garantir vai para uma semana. A mim, que destas coisas de números pouco mais sei do que um barbeiro, a existência do tal excedente deixa-me dividido. Por um lado parece-me uma cena catita. Por outro não consigo deixar de pensar que, em contas públicas, excedente ou folga significam impostos em excesso. Se há dinheiro a mais e não precisam dele para melhorar o SNS ou, vá, pagar a divida, então que o devolvam a quem o tiraram. Usá-lo em favor de grupos reivindicativos mais ou menos rufias, como parece unânime entre a classe política, constitui uma afronta para a generalidade dos que não têm capacidade colectiva de amedrontar o poder.


Já foi há muito tempo e a memória das pessoas é demasiado curta, mas eu ainda sou do tempo em que uma ministra das finanças, na hora de deixar o cargo, se vangloriava de deixar os cofres cheios. Na altura, os mesmos que hoje se entusiasmam com o tal excedente, caíram em cima da coitada e chamaram-lhe tudo menos mãe. Lá está, isto de lavar a cabeça a burros não é para todos...

6 comentários:

  1. Só não concordo com o devolvam-no e explico porquê. Os excedentes não podem ser servir (mas infelizmente servem e aí a carpuça serve a todos os que já passaram pelos governos) para distribuir benesses (ou seja, comprar votos) mas sim para servir o país. A aplicação no SNS faz todo o sentido, desde que seja para o melhorar (por exemplo informatizá-lo de forma decente para que um doente possa ser ter a sua ficha disponível em qualquer lugar onde se apresente para receber cuidados de saúde, seja no SNS ou em qualquer entidade privada) e ajudar melhor a gerir os médicos disponíveis. Aqui entra a Direção Executiva do SNS que espero não seja dissolvida pelo novo governo, poruqe o SNS precisa de ser reorganizado. Já reparou com a Ordem dos Médicos levanta smepre problemas nas épocas festivas, se calhar, porque estão muitos médicos de férias e a fazer ponte, mais do que qualquer rera de gestão e bom sensoi permitiria.
    Por outor lado os excedentes também servem para situações de emergência como foi a Covid 19.

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  2. Eu completo que "lavar a cabeça a burros perde-se tempo e gasta-se sabão".

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  3. Anónimo9:35 a.m.

    "Quem não chora não mama" Os outros portugueses que viram o seu salário congelado e as suas carreiras não interessam, pois não fazem algazarra. Pelo visto fazer barulho é que está a dar! Temos portugueses de 1ª e de 2º, só iguais no pagamento de impostos.

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  4. Opções para esturrar o que roubam todos os meses ao ordenado não faltam... é só escolher!

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  5. Nem no pagamento de impostos! Em que é que são diferentes os 820€ do SMN dos primeiros 820€ do meu vencimento? Se a isenção vai até aquele limite, então cada um de nós só devia pagar sobre o montante que excede aquele valor...

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