

Por causa da chamada crise da habitação, a questão da propriedade voltou a suscitar discussões mais ou menos animadas, artigos de opinião e a ser debatida de uma maneira que eu supunha ter ficado enterrada pelos finais da década de setenta do século passado. Cuidava eu, na minha imensa ignorância, que em democracia esse seria um tema consensualmente aceite. Parece que não. Há quem ache que a propriedade não é para aquilo que os seus legítimos donos entenderem fazer com ela, mas antes para estar ao serviço do país. Sendo isso o que for. Ou, melhor, o que quem assim pensa quiser que seja.
De certa forma esta gente diverte-me. Cobiçam as casas dos outros e manifestam uma imensa vontade de nelas habitar – provavelmente de borla ou, quando muito, ao preço que determinarem como justo – mas não invejam, por exemplo, as terras que há por aí ao abandono. Bem que podiam aplicar o mesmo principio aos terrenos abandonados e, até, reivindicarem o direito a utiliza-los para produzirem os seus próprios alimentos. Podiam, sei lá, plantar cebolas, pimentão e tomate. Já dava para as saladas e isso. A chatice é que dá trabalho, coisa de que a maioria desse pagode não é especialmente apreciador.
Subscrevo o que dizes e sim há pouca vontade de trabalhar e olhando para a tua colheita fiquei muito contente. A juntar ao que dizes temos fogo posto por todo lado e dá-me uma raiva quando o mesmo atinge as pequenas hortas tão bem cuidadas!
ResponderEliminarBeijos e um bom dia
Não trabalham porque não têm ambição e para fazer a vidinha de que gostam o que o Estado lhes dá chega perfeitamente. E depois, convenhamos, quem é que gosta de moer o esqueleto por 800 euros quando tem comida à borla, renda paga e subdidios monetários (da mais variada natureza) que lhes permitem passar o tempo a praticar o salutar desporto de levantamento do copo ou do lançamento da beata?! Só um maluco...
ResponderEliminarBom fim de semana!