
Os portugueses são muito isto. Uns invejosos. E parvos, também. Não raras vezes as duas coisas. Não valorizam o esforço, não apreciam o mérito e consideram que qualquer um que tenha alguma coisa de seu a conseguiu por acaso ou de forma ilícita. Raramente lhes ocorre que há muita gente que poupa, arrisca e investe. E depois, naturalmente, obtém o esperado e merecido proveito. Outras opções de vida, como viajar, gastar o que se ganha em jantaradas, nos copos, em gajas ou noutra coisa qualquer que lhes dê na realíssima gana são absolutamente legitimas. Muito populares entre entre nós, reconheço. Mas ainda assim não dá o direito aos muitos que as praticam de quase apelidar de criminoso quem não segue esse rumo.
Depois há aquela coisa da “distribuição da riqueza”. Qual é a riqueza que pretendem distribuir? A dos outros? Parece-me, atendendo à brutalidade da carga fiscal e à generosidade dos apoios sociais, que no âmbito da distribuição não deve haver motivo para queixumes. Os ordenados são baixos e a parte que cabe ao trabalho na riqueza produzida não é suficiente? Arranjem um segundo emprego. Com a falta de mão de obra que se verifica não deve ser difícil. Há muita gente a fazê-lo, não se queixam e alguns, vejam só, até conseguem tornar-se senhorios...
O comentário do topo só mostra a qualidade de muitos portugueses tacanhos e invejosos!
ResponderEliminarSubscrevo o que dizes.
Beijos e um bom domingo
Não diria que é regra, mas infelizmente é quase generalizado este tipo de pensamento.
ResponderEliminarBom domingo!