domingo, 15 de janeiro de 2023

Impostos, professores e outros impostores

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Ainda os professores. Acredito que terão, reitero, motivos de sobra para reclamar, mas no que diz respeito à questão da exigência de atingirem o topo da carreira a razão não lhes assiste. Em nenhuma organização ou categoria profissional todos chegam ao topo. Não seria, sequer, justo para aqueles que são efectivamente bons.


Já no que diz respeito aos vencimentos, têm toda a legitimidade para se considerarem mal-pagos. A tabela pela qual são remunerados é pública e as pensões – representarão cerca de oitenta por cento do vencimento -  que lhes são atribuídas também. As conclusões e as comparações ficam, naturalmente, ao critério de cada um.


Causa-me uma certa estranheza que os professores se refiram com insistência aos seus vencimentos líquidos. São, como muitos outros portugueses, vitimas da delinquência fiscal do Estado. Apesar disso nunca lhes ouvi uma palavra a exigir a redução do IRS. Pelo contrário, até conheço alguns que nem têm especial apreço pela ideia.


Catarina Martins, a pequena líder do conglomerado de minúsculos grupelhos esquerdalhos, marcou presença na manifestação de professores onde disse coisas. As mesmas que não foram resolvidas nos cinco anos em que fez parte da maioria que governou o país. Deve ter sido coincidência.

6 comentários:

  1. francisco laranjeira8:33 p.m.

    criar hábitos de leitura
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  2. Digo-te apenas que estas manifestações já passaram do razoável para um patamar do exagero e palhaçada e quem se lixa é o mexilhão...alunos, pais e avós (os que ainda têm).
    Subscrevo o que dizes!
    Beijos e um bom dia

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  3. Desde sempre o povo tem sabido como é que se safa. É uma experiência (sabedoria) que lhe vem de antes da Idade Média.
    Se uns profissionais de QQ coisa não se queixam do pouco cacau que lhes é atribuído, é porque «quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem».
    Não temos que lutar por "revoluções" nem por recordações. Lutemos pela Justiça. Pela igualdade não vale a pena lutar pois todos os homens nasceram desiguais.
    Abraço

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  4. Depois admiram-se que quem pode opte pelo ensino privado...

    Cumprimentos

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  5. Neste caso - apesar de legitimo - a luta é pelo "graveto"...

    Cumprimentos

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