quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Carcereiros de animais

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Os amiguinhos dos animais estão a organizar uma manifestação onde, ao que garantem, para além de exaltarem o seu alegado amor pela bicharada pretendem evitar que o Tribunal Constitucional opte por declarar definitivamente a inconstitucionalidade da lei que criminaliza os maus tratos aos animais.


Apesar de perigosa esta gente tem, obviamente, todo o direito a manifestar-se. O problema é que muitas destas criaturas são radicais, evidenciam um comportamento doentio em relação aos bichos e, quase sempre, manifestam desprezo pela vida humana quando em causa está aquilo que acreditam ser a defesa dos interesses dos animais. Que é como quem diz, cães e gatos. E o mais estranho disto é que, na sua imensa maioria, são as mulheres que demonstram um preocupante nível de exagero na militância a favor desta causa.


Os juízes do TC alguma razão terão para duvidar da constitucionalidade da lei. Eles é que estudaram e, acredito, saberão muito mais do assunto do que as malucas e porcazinhas que, por exemplo, percorrem as cidades a espalhar comida de cão e de gato por onde calha. Com as consequências que daí resultam e que só aquelas doidas varridas não reconhecem.


Se calhar convinha, digo eu, que antes fosse definido o conceito de “maus-tratos” e que tipo de bichos e em que circunstância se podem ou não maltratar. É que, parece-me óbvio, ter um cão ou um gato encarcerado uma vida inteira dentro de um apartamento constitui uma forma de maus tratos. Isto para não falar de um pássaro, qual prisioneiro condenado a prisão perpétua, fechado numa gaiola para deleite de um qualquer amiguinho dos animais. Ou deverei dizer carcereiros?

8 comentários:

  1. Ora bem, eu vou-te ser sincero: contribuo mais depressa para um peditório de comida para animais (e dou mensalmente um donativo a uma associação da minha zona) do que para os pobrezinhos. Podes-me chamar radical ou desumano, mas sou muito mais sensível à causa animal do que as restantes. E justifico porquê. Porque na causa humana, há pessoas com mais posses do que eu que vou buscar comida e desviam fundos e até as melhores marca de comida para seu proveito. Por isso, estou nesse grupo, mas não sou radical.

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  2. Por mim não dou nem para uns nem para outros. Uma parte significativa dos meus rendimentos vai para o Estado portanto este que trate dos pobres. Quanto aos animais os donos que cuidem deles.

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  3. Subscrevo inteiramente e não dou para esse peditório os donos que os tratem porque há imensa hipócrisia no assunto! Em vez de se manifestarem que façam voluntariado a apanhar as poias dos animais cujos donos não estão para serem cidadãos sérios.
    Beijos e um bom dia

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  4. Eu não alinho em radicalismos e o Kruzes tem toda a razão ... um pássaro enjaulado e um animal de estimação em apartamento minúsculos também é maus-tratos.

    Beijinhos
    Feliz Dia

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  5. Exactamente. Melhor seria que se organizassem para limpar a merda que os seus "patudos" deixam pelos passeios.

    Cumprimentos

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  6. E ainda têm a lata de falar dos que estão acorrentados. Se calhar alguns, mesmo com corrente, têm mais espaço para se movimentarem.

    Cumprimentos

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  7. Pois o problema reside nos radicalismos de parte a parte e na ideia que se enraizou no povoléu de que tudo tem que ser criminalizado.

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  8. Não é bem no "povoléu", é mais num segmento ultra-minoritário de população com acesso às redações dos meios de comunicação social.

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