segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Inferno fiscal

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Por acaso nunca me aconteceu. Até agora a nenhuma alma caridosa ocorreu a ideia de fazer uma transferência para a minha conta. Mas, se tivesse ocorrido, parece que teria de pagar imposto. A lei que a isso obriga usa o termo “doação”, mas não estou a ver como é que o fisco distingue entre doar e transferir. De referir, também, que a intenção de taxar estes movimentos não é nova e que, muito provavelmente, a receita fiscal resultante destas operações deve andar próxima de zero. O preocupante disto é o falatório que ultimamente tem gerado. Desconfio que é mais uma frente onde o Estado pretende, a curto prazo, meter o bedelho.


Há quem se indigne com aquilo a que chamam paraísos fiscais. Lamentavelmente não conheço nenhum desses alegados lugares idílicos. E tenho pena. O que conheço é o inferno fiscal em que vivemos e a obsessão demoníaca do Estado-Mafarrico em se apropriar do dinheiro alheio. Infelizmente, apesar de sermos um povo maioritariamente católico, poucos se importam de ver os seus rendimentos consumidos nas chamas da fogueira fiscal. Pelo contrário. Há até quem argumente que quanto mais dinheiro arder no purgatório melhor se viverá no paraíso. Crendices de alguns anjinhos-contribuintes. Daqueles que não se importam de dar a outra face. E o respectivo imposto, que o Estado-Belzebu nem com doações se comove.

8 comentários:

  1. Estimado KK,
    Na minha simplicidade simplória, acredito estar a viver num paraíso fiscal. Quem discordar que feche a porta e que apague a luz, SFF.
    Quem concordar passará a ter licença para se urinar a rir.

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  2. Já há alguns anos quiseram implementar uma medida idêntica. Resultado? Zero! Ex: dão e ou pagam, em dinheiro vivo. Enfim anda tudo louco! Deveriam era taxar certas coisas e personagens ...não digo mais nada!!!
    Beijos e um bom dia

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  3. Como não sou católica, sou dos que mais fazem guerra contra este "inferno fiscal" em que estamos!

    Beijinhos, Kruzes
    Feliz Dia

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  4. Anónimo10:11 a.m.

    Bom dia
    A quem tem uma pensão superior a 1000€ , vai lhe ser atribuido mais de 500€ por transferência .
    Quem vai pagar o imposto ?
    O utente ou o estado ?

    JR

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  5. Até deixei escapar uma pinguinha...

    Cumprimentos

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  6. Acho que já temos taxas e impostos em demasia. Não deviamos era ter tanta despesa pública, mas isto é muito fácil ser generoso com o dinheiro dos outros... e a ser assim se calhar nem era preciso cortar mil milhões nas pensões. Mais quatrocentos do que queria o Passos quando dizia que era preciso ir além da troika!!

    Cumprimentos

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  7. Também não sou muito dado às coisas da fé...mas, infelizmente, não tenho como escapar ao inferno fiscal. Limito-me a não pactuar com ele.

    Cumprimentos

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  8. O conteúdo do post não tem a ver com este tipo de transferência que, como é óbvio, não caem no âmbito da tributação a que me refiro. Neste caso irá pagar IRS.

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