Muito se tem falado e escrito ultimamente acerca da habitação. Um problema, parece. Todos se queixam. Desde estudantes que não conseguem arrendar um quarto a um preço considerado decente, professores deslocados a quem é pedida uma renda por vezes superior ao vencimento e população em geral à procura de casa. Todos, admito, terão razão nos seus queixumes. Estão, contudo, a direccionar as suas queixas no sentido errado. Não são os senhorios, por mais especulativos que sejam os preços praticados, que têm por missão praticar a assistência social. Essa compete ao Estado. Sem o saque fiscal, que o Estado promove sobre os rendimentos e o património, seguramente seria menos doloroso o acesso ao arrendamento por parte de quem procura e mais atractivo colocar um imóvel no mercado do lado de quem arrenda. A preços minimamente aceitáveis apenas um doido varrido aceita fazê-lo. Por todos os motivos. Desde a fiscalidade à protecção que é dada pela lei aos inquilinos. Gente que, em demasiadas circunstâncias, nem numa caverna merece viver. Quando deixam uma casa, muitos deles largos meses depois de deixarem de pagar a renda, esta fica inabitável. Fruto, por vezes, na harmoniosa imundície em que vivem com cães e gatos ou da manifesta indisponibilidade para limpar o espaço em que habitam. Uns javardos, em suma.
Texto forte. Concordo em parte com este. É a realidade.
ResponderEliminarSaudações alienígenas
Há de tudo nesse mercado. Sei bem do que falo porque já estive dos dois lados.
ResponderEliminarClaro que há de tudo. Há muito filho de muita mãe. Umas mais sérias que outras, naturalmente.
ResponderEliminarA habitação não é um problema de fácil de resolução, mas a mania que se tem direito a uma casa só porque sim irrita-me profundamente.
ResponderEliminarCumprimentos
Entendo-te caro terrestre
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