quarta-feira, 29 de junho de 2022

As "iludências aparudem"...

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Há quem lhe chame linguagem inclusiva. O cidadão comum chama-lhe parvoíce. Para a malta do politicamente correcto vale tudo e mais um par de botas para não chamar às coisas aquilo que elas são. Ou às pessoas, no caso. Se o cidadão é cigano – ou aparenta – chamar-lhe outro nome parece-me, isso sim, ofensivo. Até porque, toda a gente sabe, qualquer cigano tem orgulho de o ser. E faz, naturalmente, muito bem em orgulhar-se disso. Andar à procura de sinónimos ou expressões que substituam a referência às características do cidadão é que, para além de ridículo, se afigura discriminatório.


Percebo, no caso em apreço, a opção de quem elaborou a noticia. Outros nem sequer teriam mencionado a "aparência". Quem tem cú tem medo e a PIDE da linguagem está cada vez mais vigilante. 


 

8 comentários:

  1. Convenhamos que é uma forma hábil de contornar o 'exame prévio' dos nossos dias...

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  2. Anónimo11:58 a.m.

    A Rádio Campanário não sabe mais?
    Cumprimentos, caro KK.

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  3. Pela notícia achei que era de origem romena

    Beijinhos, Kruzes
    Feliz Dia

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  4. Ou romana... ainda pensei fazer uma piadola com gauleses!

    Cumprimentos

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  5. Sabe. Sabe muito, até!

    Cumprimentos

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  6. Verdade... reconheço que os jornalistas são as primeiras vitimas dos policias da linguagem, mas podiam dar luta!

    Cumprimentos

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  7. Este sentimento de impunidade e vitimização origina estas ações. Não há cidadãos nem de primeira nem de segunda. Agressão é crime público.

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  8. Lamento, mas um cidadão que parte deliberadamente os dentes a outro por um motivo fútil não é seguramente um cidadão de primeira. Para mim é para aí de nonagésima quinta...

    Cumprimentos

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